- A UG Solutions, empresa de segurança, foi contratada para supervisionar a distribuição de ajuda humanitária em Gaza, com apoio da Fundação Humanitária de Gaza e do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- A presença de membros do Infidels Motorcycle Club, uma gangue hostil ao islamismo, em posições de liderança na UG Solutions gera preocupações sobre a segurança da operação.
- Uma investigação da BBC revelou que dez membros do Infidels MC estão em cargos de liderança na UG Solutions, com sete em altos postos.
- Desde o início da distribuição de ajuda em maio, mais de mil pessoas foram mortas em Gaza, segundo a ONU.
- A UG Solutions nega que seus seguranças tenham atirado contra civis, mas admite o uso de tiros de advertência para dispersar multidões.
A UG Solutions, empresa de segurança, foi contratada para supervisionar a distribuição de ajuda humanitária em Gaza, com apoio da Fundação Humanitária de Gaza e do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, a presença de membros do Infidels Motorcycle Club, uma gangue conhecida por sua hostilidade ao islamismo, levanta preocupações sobre a segurança e a eficácia da operação.
A investigação da BBC revelou que dez membros do Infidels MC estão atuando em posições de liderança na UGS, com sete deles em altos cargos. O clube, fundado por veteranos da guerra do Iraque em 2006, se considera um grupo de “cruzados modernos”. Desde a abertura dos postos de distribuição, em maio, mais de 1.135 pessoas foram mortas em meio a cenas de caos, segundo a ONU.
A UG Solutions defende que seus contratados são qualificados e que a seleção não leva em conta “hobbies pessoais ou afiliações não relacionadas ao desempenho no trabalho”. Contudo, a retórica anti-islâmica do Infidels MC, que inclui eventos provocativos, como um churrasco de porco durante o Ramadã, gera críticas. Edward Ahmed Mitchell, do Council on American-Islamic Relations, comparou a situação a colocar a Ku Klux Klan para distribuir ajuda humanitária.
Os salários dos contratados da UGS em Gaza são altos, com líderes de equipe recebendo até US$ 1.580 por dia. Documentos indicam que cerca de 40 dos 320 funcionários da UGS podem ser membros do Infidels MC. A situação levanta sérias preocupações sobre a segurança da ajuda humanitária em uma região já marcada por crises.
A UGS negou que seus seguranças tenham atirado contra civis, mas admitiu o uso de tiros de advertência para dispersar multidões. A Fundação Humanitária de Gaza afirmou ter uma política de tolerância zero para preconceitos, mas a presença da gangue em Gaza continua a ser um ponto de discórdia.
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