- O julgamento da ação penal sobre a trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) avança com tensões entre os ministros.
- Luiz Fux anunciou um acordo para evitar interrupções durante os votos, o que gerou descontentamento, especialmente com Flávio Dino.
- Fux votou por mais de doze horas, aumentando as rusgas na Primeira Turma.
- A expectativa é que a sessão de hoje traga divergências mais evidentes, com a possível condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus.
- Flávio Dino questionou Fux sobre a condenação do tenente-coronel Mauro Cid, sugerindo que o ministro poderia favorecer outros réus.
BRASÍLIA – O julgamento da ação penal sobre a trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) avança com tensões entre os ministros. Luiz Fux, ao revelar um acordo para evitar interrupções durante os votos, provocou descontentamento, especialmente com Flávio Dino, que fez provocações durante a sessão.
Na quarta-feira, 10, Fux votou por mais de 12 horas, intensificando as rusgas na Primeira Turma. A expectativa é de que a sessão desta quinta-feira, 11, traga divergências mais evidentes, com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus. Cármen Lúcia, primeira a votar, já demonstrou sua inquietação ao cochichar com Alexandre de Moraes, que aparentava contrariedade.
Dino, mais ativo que os demais, questionou Fux sobre a condenação do tenente-coronel Mauro Cid, insinuando que o ministro poderia livrar outros réus. Esse tipo de interação deve ser mais frequente na sessão de hoje, onde os ministros devem dialogar entre si, aproveitando a oportunidade para expressar suas opiniões, já que Fux exigiu o cumprimento do acordo de silêncio.
Os advogados dos réus e um servidor próximo aos ministros indicam que a cordialidade da última sessão pode dar lugar a um debate mais acalorado. A expectativa é que as divergências se tornem mais evidentes, refletindo a complexidade do caso e a pressão sobre os magistrados.
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