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Moraes afirma que crimes contra a democracia não podem ser anistiados

Ministro Alexandre de Moraes afirma que não há possibilidade de anistia a crimes contra a democracia, reforçando a responsabilidade dos envolvidos

Ministro Moraes lê voto durante julgamento de Bolsonaro e outros réus da trama golpista (Foto: Reprodução)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, afirmou que não há espaço para anistia ou perdão judicial a condenados por crimes contra a democracia.
  • A declaração foi feita em meio a tentativas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de buscar formas de livrá-lo da prisão após sua condenação por tentativa de golpe de Estado.
  • Moraes rejeitou a possibilidade de indulto e destacou que crimes que atentam contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados.
  • Ele também negou o perdão judicial ao tenente-coronel Mauro Cid, cuja delação premiada foi importante para as investigações sobre a trama golpista.
  • No Congresso, deputados bolsonaristas tentam articular uma proposta de anistia, mas enfrentam resistência, especialmente após a declaração de Moraes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quinta-feira, 11, que não há espaço para anistia ou perdão judicial a condenados por crimes contra a democracia. A declaração surge em meio a tentativas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de buscar formas de livrá-lo da prisão, após sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

Moraes rejeitou a possibilidade de indulto, enfatizando que crimes que atentam contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados. Ele se manifestou ao negar o perdão judicial ao tenente-coronel Mauro Cid, cuja delação premiada foi crucial para as investigações da Procuradoria-Geral da República sobre a trama golpista. O ministro destacou que não cabe anistia pelo Congresso e que o Judiciário não pode conceder perdão em casos dessa natureza.

Tentativas de Anistia

No Congresso, deputados bolsonaristas e membros do Centrão estão articulando uma proposta de anistia “ampla, geral e irrestrita”, com o objetivo de proteger Bolsonaro. No entanto, essa estratégia enfrenta resistência, especialmente após a declaração de Moraes.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) busca uma alternativa que permita a responsabilização dos organizadores e financiadores dos ataques de 8 de janeiro, mas que alivie as penas dos executores. Essa proposta, no entanto, não incluiria o ex-presidente, mantendo a pressão sobre seus aliados.

A situação continua a se desenrolar, com a possibilidade de novos desdobramentos no cenário político e jurídico do país, enquanto a discussão sobre a responsabilidade por crimes contra a democracia avança no Congresso.

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