- O julgamento da ação penal contra Jair Bolsonaro, relacionado à suposta tentativa de golpe de Estado, avançou no dia 11 de setembro de 2025.
- A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela condenação do ex-presidente por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e dano qualificado por violência.
- O voto da ministra Cármen Lúcia foi interrompido por intervenções dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, que contestaram argumentos do ministro Luiz Fux.
- Moraes comparou a suposta organização criminosa a cartéis de drogas, afirmando que o grupo buscava calar o Judiciário e enfraquecer a democracia.
- O debate incluiu a exibição de um discurso de Bolsonaro, considerado uma ameaça à Corte, e as intervenções foram marcadas por um tom irônico.
O julgamento da ação penal que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado liderada por Jair Bolsonaro (PL) avançou nesta quinta-feira (11), com a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votando pela condenação do ex-presidente. Os crimes atribuídos incluem tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, e dano qualificado por violência.
Durante a sessão, o voto da ministra Cármen Lúcia foi interrompido por apartes dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, que utilizaram o tempo para rebater argumentos apresentados pelo ministro Luiz Fux no dia anterior. Fux havia argumentado que os elementos do caso não configuravam uma organização criminosa, destacando a necessidade de estabilidade e permanência do grupo para tal caracterização.
Moraes, por sua vez, comparou a suposta organização criminosa a cartéis de drogas, afirmando que o objetivo do grupo seria calar o Judiciário e enfraquecer o sistema democrático. Ele ressaltou que, se necessário, os réus estariam dispostos a cometer crimes graves, como homicídios, para se manter no poder.
O debate acalorado também incluiu a exibição de um discurso de Bolsonaro, onde ele criticava diretamente Moraes, o que foi interpretado como uma grave ameaça à Corte. Moraes argumentou que tais manifestações ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram uma incitação contra a Justiça.
As intervenções dos ministros foram marcadas por um tom irônico, com Cármen Lúcia afirmando que as interrupções enriquecem o debate, apesar de Fux ter solicitado que não houvesse interrupções durante seu voto. O julgamento continua, com a expectativa de que mais votos sejam apresentados nos próximos dias.
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