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Mortes relacionadas ao 11/9 podem ultrapassar vítimas do atentado inicial

Nova York lembra as vítimas do 11 de setembro com homenagens emocionantes e destaca a candidatura de Zohran Mamdani, primeiro prefeito muçulmano da cidade

Oficiais se abraçam antes da cerimônia do 24º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 no Memorial e Museu do 11 de Setembro, em Manhattan, Nova York (Foto: Reprodução)
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  • Na manhã de 11 de setembro, milhares de pessoas se reuniram em Nova York para lembrar os 24 anos dos ataques terroristas que mataram quase 3.000 pessoas.
  • O evento ocorreu no Memorial e Museu do 11 de Setembro e começou com um toque de sino e a leitura dos nomes das vítimas.
  • Familiares e sobreviventes prestaram homenagens, incluindo aqueles que faleceram devido a doenças relacionadas à exposição a materiais tóxicos.
  • O primeiro prefeito muçulmano de Nova York, Zohran Mamdani, é destaque nas eleições, enquanto o atual prefeito, Eric Adams, e o ex-governador, Andrew Cuomo, também participaram da cerimônia.
  • Homenagens foram realizadas em toda a cidade, com grupos de segurança pública e organizações de apoio mobilizados para lembrar os eventos trágicos.

NOVA YORK — Na manhã de quinta-feira, 11 de setembro, milhares de pessoas se reuniram em Nova York para marcar os 24 anos dos ataques terroristas que resultaram na morte de quase 3.000 pessoas. O evento, realizado no Memorial e Museu do 11 de Setembro, começou às 8h46 com um toque de sino e a leitura dos nomes das vítimas, acompanhada por música melancólica de um violoncelista.

Durante a cerimônia, familiares e sobreviventes prestaram homenagens, lembrando não apenas os que morreram no dia dos ataques, mas também aqueles que faleceram posteriormente devido a doenças relacionadas à exposição a materiais tóxicos no local. Estima-se que o número de mortes por essas condições já tenha superado o total de vítimas do próprio 11 de setembro.

Homenagens e Lembranças

Em toda a cidade, homenagens foram realizadas, com grupos de segurança pública e organizações de apoio aos sobreviventes se mobilizando para lembrar os eventos trágicos. No dia anterior, bombeiros se reuniram em um quartel próximo para destacar os cortes nos programas federais de saúde para sobreviventes e homenagear os 409 membros do Corpo de Bombeiros de Nova York que morreram por doenças relacionadas aos ataques.

Valentina Lygin, mãe de uma das vítimas, depositou flores ao lado do nome de seu filho, Alexander, que morreu aos 28 anos. Ela relembrou a angústia de buscar seu filho naquele dia fatídico e a importância de manter viva a memória das vítimas.

Mudanças na Cidade

Desde 2001, Nova York passou por transformações significativas. A população do sul de Manhattan mais que dobrou, e a cidade enfrenta um novo cenário político com a possibilidade de eleger seu primeiro prefeito muçulmano, Zohran Mamdani. Ele, que tinha apenas 9 anos durante os ataques, lidera as pesquisas de intenção de voto.

Enquanto isso, o atual prefeito, Eric Adams, e o ex-governador Andrew Cuomo também participaram das cerimônias. A leitura dos nomes das vítimas, que durou horas, foi interrompida por momentos de silêncio, marcando os horários em que os aviões colidiram com as torres e quando cada uma delas desabou.

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