- A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta participação em uma trama golpista.
- O advogado de Bolsonaro, Paulo Bueno, deixou o plenário sem falar com a imprensa e confirmou que considera pedir prisão domiciliar devido ao estado de saúde do ex-presidente.
- Bueno destacou que o voto do ministro Luiz Fux, que defendeu a absolvição, pode abrir caminho para recursos em Cortes Internacionais por violação de direitos humanos.
- Deputados da oposição, como tenente Zucco e Evair de Melo, criticaram o voto da ministra Cármen Lúcia e manifestaram intenção de trabalhar por uma anistia ampla.
- A situação continua a gerar debates intensos no cenário político, refletindo a polarização em torno do ex-presidente e das ações do Supremo.
Logo após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formar maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por sua suposta participação em uma trama golpista, seu advogado, Paulo Bueno, deixou o plenário sem falar com a imprensa. A sessão ocorreu na tarde desta quinta-feira, e o defensor havia expressado a expectativa de um voto fundamentado em “critérios técnicos e jurídicos”.
Durante a saída, Bueno confirmou que a possibilidade de pedir prisão domiciliar para Bolsonaro está sendo considerada, devido ao seu estado de saúde delicado. O advogado também destacou que o voto do ministro Luiz Fux, único a defender a absolvição, abre espaço para recursos em Cortes Internacionais por violação de direitos humanos. “Isso pavimenta ações nas Cortes Internacionais”, afirmou.
Reações da Oposição
Deputados da oposição, como tenente Zucco (PL-RS) e Evair de Melo (PL-ES), criticaram o voto da ministra Cármen Lúcia e manifestaram a intenção de trabalhar por uma anistia ampla. Zucco declarou que “eles acharam que nos enterraram, mas somos sementes”, enquanto Evair classificou o voto como um “teatro” que “mancha a história do país”.
Na noite anterior, a dupla havia expressado entusiasmo com o voto de Fux, considerando-o um “motivo de orgulho” e um impulso para a tramitação da pauta de anistia. A situação continua a gerar debates acalorados no cenário político, refletindo a polarização em torno do ex-presidente e das ações do Supremo.
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