- Durante uma audiência pública na Câmara Municipal de Divinópolis, o pastor Wilson Botelho defendeu o uso de intimidação e ameaças de morte para expulsar pessoas em situação de rua da cidade.
- Ele afirmou ter o apoio de um coronel da Polícia Militar para realizar essa ação na Praça Candidés.
- Botelho relatou ter expulsado 350 pessoas, utilizando táticas de coerção, como oferecer alimentos antes de ameaçá-las.
- O pastor acusou prefeituras vizinhas de enviarem moradores de rua para Divinópolis, o que foi corroborado pelo prefeito Gleidson Azevedo.
- A Câmara Municipal emitiu uma nota de repúdio às declarações de Botelho, classificando-as como inaceitáveis e pedindo a apuração dos fatos e responsabilizações legais.
Durante uma audiência pública na Câmara Municipal de Divinópolis, o pastor Wilson Botelho defendeu o uso de intimidação e ameaças de morte para expulsar pessoas em situação de rua da cidade. Ele afirmou ter o apoio de um “coronel” da Polícia Militar para realizar essa ação na Praça Candidés, gerando forte repúdio entre os vereadores.
As declarações de Botelho ocorreram no último dia 4, durante uma reunião da Comissão de Justiça. Ele relatou sua experiência em expulsar 350 “viciados”, como definiu, da praça, utilizando táticas de coerção. Botelho mencionou que oferecia alimentos para atrair os moradores de rua antes de ameaçá-los. Segundo ele, a polícia não poderia agir dessa forma, mas ele, como “cidadão”, tinha essa liberdade.
O pastor acusou prefeituras vizinhas, como as de Formiga e Nova Serrana, de enviarem moradores de rua para Divinópolis. Essa denúncia foi corroborada pelo prefeito Gleidson Azevedo, que também se manifestou sobre o problema em um vídeo, afirmando que o município tomaria providências para lidar com a situação.
Reação da Câmara Municipal
Cinco dias após as declarações de Botelho, a Câmara Municipal divulgou uma nota de repúdio. O documento classificou as falas como inaceitáveis e incompatíveis com os valores democráticos, enfatizando a necessidade de proteção à dignidade humana. A Câmara rejeitou qualquer incentivo à violência e pediu a apuração dos fatos, além de responsabilizações legais.
A nota reafirmou o compromisso da Câmara com os direitos humanos e a promoção de políticas públicas que priorizem a assistência e reinserção social das pessoas em situação de rua. A Câmara destacou a importância de práticas que respeitem a lei e a dignidade da pessoa humana, repudiando veementemente qualquer forma de coerção.
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