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STF inicia julgamento de Bolsonaro com voto de Cármen Lúcia nesta quarta-feira

Julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus no STF é adiado após voto de Luiz Fux; faltam os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin

Ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, participa da Comissão de Defesa da Democracia (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus no Supremo Tribunal Federal (STF) foi adiado para as 14h desta quinta-feira, 11 de setembro.
  • A decisão ocorreu após o voto do ministro Luiz Fux, que durou mais de 11 horas.
  • Faltam os votos da ministra Cármen Lúcia e do advogado Cristiano Zanin.
  • Os réus enfrentam acusações de organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
  • Caso sejam condenados, poderão apresentar embargos de declaração, embora esse recurso raramente altere decisões.

O julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus no Supremo Tribunal Federal (STF) foi adiado para as 14h desta quinta-feira (11). A mudança ocorreu após o voto do ministro Luiz Fux, que se estendeu por mais de 11 horas, encerrando às 22h30 de quarta-feira. Faltam os votos da ministra Cármen Lúcia e do advogado Cristiano Zanin.

Cármen Lúcia, indicada por Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, integra a Primeira Turma do STF desde 2021. A sessão pode ser acompanhada pelo canal da TV Justiça no YouTube. Caso sejam condenados, Bolsonaro e os demais réus poderão apresentar embargos de declaração, um recurso para esclarecer pontos da decisão, embora esse tipo de recurso raramente altere o resultado do julgamento.

A possibilidade de embargos infringentes, que levariam a discussão ao plenário do STF, também foi mencionada. Esse recurso só é viável se houver dois votos pela absolvição, um cenário considerado improvável por aliados de Bolsonaro. O julgamento, que começou em setembro, envolve oito réus, incluindo o ex-presidente e outros sete indivíduos, como ex-ministros e um deputado federal.

As acusações contra o grupo incluem organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e danos ao patrimônio da União. A Câmara suspendeu a acusação contra o deputado Alexandre Ramagem em relação a dois crimes até o fim de seu mandato, pois ocorreram após sua diplomação. O processo segue com quatro dias reservados para o julgamento, em sete sessões.

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