- A indicação de Wagner Rosário para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) enfrenta atrasos na Assembleia Legislativa (Alesp).
- O ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) foi escolhido pelo governador Tarcísio de Freitas após a aposentadoria do conselheiro Antonio Roque Citadini.
- A oposição critica Rosário por sua postura em reuniões polêmicas durante o governo de Jair Bolsonaro, incluindo declarações sobre a atuação conjunta da Polícia Federal e das Forças Armadas na análise do sistema eleitoral.
- Tarcísio nega incômodo com a demora na aprovação, mas aliados afirmam que ele busca explicações sobre a lentidão do processo.
- A votação foi adiada devido à ausência de deputados em viagem a Israel, e a oposição promete continuar a obstrução.
A indicação de Wagner Rosário para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) enfrenta atrasos na Assembleia Legislativa (Alesp), gerando descontentamento no Executivo paulista. O ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) foi escolhido pelo governador Tarcísio de Freitas após a aposentadoria do conselheiro Antonio Roque Citadini.
A expectativa era de uma aprovação rápida, mas a oposição tem utilizado a situação para criticar Rosário, especialmente por sua participação em reuniões polêmicas durante o governo de Jair Bolsonaro. Durante sua audiência na Alesp, ele foi questionado sobre declarações controversas, como sua sugestão de que a Polícia Federal e as Forças Armadas atuassem juntas na análise do sistema eleitoral.
Tarcísio, por sua vez, nega qualquer incômodo com a demora e afirma respeitar o tempo de análise dos parlamentares. Contudo, aliados do governador revelam que ele buscou explicações sobre a lentidão do processo. A votação foi adiada devido à ausência de deputados que estão em viagem a Israel, o que pode atrasar a discussão por mais uma semana.
A oposição, liderada por parlamentares do PT e PSOL, tem utilizado estratégias para obstruir a votação, incluindo a exibição de trechos da reunião ministerial de 2022, que está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado Emídio de Souza chegou a solicitar ao STF que barrasse a indicação de Rosário, citando sua participação em atos considerados golpistas.
A situação no TCE-SP é crítica, já que o tribunal tem fiscalizado as contas do estado e de seus municípios, e a aprovação das contas de 2024 foi feita com ressalvas. A expectativa é que a votação da indicação de Rosário ocorra na próxima semana, mas a oposição promete continuar a obstrução.
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