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Brasileiros enfrentam riscos ao se alistar nas forças armadas da Ucrânia

Governo brasileiro confirma mortes e desaparecimentos de cidadãos alistados nas forças ucranianas em meio ao conflito.

Cidadãos brasileiros correm risco extremo ao se alistarem para defender exércitos estrangeiros, segundo alerta do governo (Foto: Reprodução)
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  • Cidadãos brasileiros têm se alistado nas forças militares ucranianas em busca de altos salários e indenizações.
  • O governo brasileiro emitiu alertas sobre os riscos desse alistamento.
  • Bruno Fernandes, um brasileiro que se alistou, morreu na Ucrânia, e sua esposa, Cecília Maria Fernandes, não sabe se poderá enterrá-lo.
  • O Itamaraty confirmou a morte de pelo menos dez brasileiros e o desaparecimento de outros dezoito no conflito.
  • A Embaixada da Ucrânia no Brasil afirmou que não recruta brasileiros, e a assistência consular pode ser limitada devido a contratos assinados pelos voluntários.

Cidadãos brasileiros têm se alistado nas forças militares ucranianas, atraídos por promessas de altos salários e indenizações. Essa situação levou o governo brasileiro a emitir alertas sobre os riscos envolvidos. A angústia da manicure Cecília Maria Fernandes aumenta com a morte de seu marido, Bruno Fernandes, que se alistou na Ucrânia e faleceu em combate. Ele deixou Governador Valadares, em Minas Gerais, em maio e, após dois meses no conflito, enviou uma mensagem à família um dia antes de sua morte.

O Itamaraty confirmou que pelo menos dez brasileiros morreram e outros 18 estão desaparecidos no conflito. A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos contratos assinados entre os voluntários e as forças armadas de terceiros países. A Embaixada da Ucrânia no Brasil esclareceu que não recruta cidadãos brasileiros, afirmando que todos chegaram ao país de forma independente.

Riscos do Alistamento

O irmão do professor Gustavo Walace Ferreira também se alistou e não voltou. Gabriel, de 21 anos, trabalhava em uma empresa de turismo em Belo Horizonte e se juntou ao Exército ucraniano sem informar a família. Um site oficial do governo ucraniano informa que os candidatos podem passar por treinamentos que variam de uma a seis semanas, mas especialistas em segurança afirmam que a qualificação para combate exige mais tempo de preparo.

Um brasileiro que preferiu não se identificar, desertor do Exército ucraniano, expressou arrependimento por ter se alistado. Ele relatou o medo que sentiu durante o conflito e os riscos que os voluntários enfrentam. O governo brasileiro continua a alertar sobre as consequências do alistamento, enfatizando a necessidade de recusar propostas de trabalho para fins militares.

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