- Um novo inquérito sobre a morte de Steve Biko foi reaberto no 48º aniversário de seu falecimento.
- A família do ativista acredita que a investigação pode responsabilizar os cinco policiais envolvidos em sua morte, ocorrida em 1977.
- Biko morreu devido a uma lesão cerebral, após ser preso em um bloqueio policial. A versão oficial alegou um acidente, mas ex-policiais admitiram agressões.
- Nkosinathi Biko, filho do ativista, expressou confiança de que o novo inquérito trará justiça e destacou a importância de enfrentar o passado violento do país.
- A audiência foi adiada para 12 de novembro e dois dos policiais envolvidos ainda estão vivos, ambos na casa dos 80 anos.
Um novo inquérito sobre a morte de Steve Biko, ativista anti-apartheid, foi reaberto no 48º aniversário de seu falecimento. A família do líder do Movimento da Consciência Negra acredita que a investigação poderá levar à responsabilização dos cinco policiais envolvidos em sua morte, ocorrida em 1977.
Biko, que tinha apenas 30 anos, morreu devido a uma lesão cerebral, quase um mês após ser preso em um bloqueio policial. A versão oficial alegou que ele teria batido a cabeça contra uma parede, mas ex-policiais admitiram, após o fim do apartheid, que ele foi agredido enquanto estava sob custódia. Apesar das confissões, ninguém foi processado até agora.
Nkosinathi Biko, filho do ativista, expressou confiança de que o novo inquérito trará justiça. Ele afirmou que o país não pode avançar sem enfrentar seu passado violento. “É claro para nós o que aconteceu e como mataram Steve Biko,” disse Nkosinathi após a primeira audiência no Tribunal Superior em Gqeberha.
O caso de Biko foi discutido na Comissão da Verdade e Reconciliação (TRC), que revelou atrocidades do apartheid, mas poucas resultaram em processos judiciais. O novo inquérito surge em um contexto de crescente pressão por justiça em relação a crimes da era do apartheid, especialmente após o anúncio de uma investigação judicial sobre interferências políticas nas acusações.
A audiência foi adiada para 12 de novembro, e dois dos policiais envolvidos ainda estão vivos, ambos na casa dos 80 anos. A família de Biko continua a lutar por responsabilização, destacando que a falta de ações judiciais efetivas em casos de violência estatal impede a verdadeira reconciliação na sociedade sul-africana.
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