- O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi condenado a dois anos em regime aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
- A condenação gerou indignação entre aliados de Bolsonaro, que a consideram uma tentativa de deslegitimar o ex-presidente.
- Cid foi condenado por cinco crimes, incluindo organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
- Aliados de Bolsonaro planejam culpar Cid por ações que levaram à condenação do ex-presidente, como minimizar a pandemia e questionar a credibilidade das urnas.
- Cid pretende se mudar para os Estados Unidos após cumprir a pena, onde já residem familiares.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi condenado a dois anos em regime aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão gerou indignação entre aliados do ex-presidente, que veem a condenação como uma tentativa de deslegitimar Bolsonaro. O vereador Carlos Bolsonaro expressou apoio a Cid nas redes sociais, parabenizando-o por suas ações na história do Brasil.
A condenação de Cid está relacionada a cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Embora a pena pudesse ultrapassar 40 anos, o acordo de delação premiada resultou em uma sentença reduzida.
Estratégia de Culpa
Aliados de Bolsonaro estão articulando uma estratégia para culpar Cid por ações que levaram à condenação do ex-presidente. Entre as táticas discutidas, está a exposição da influência do tenente-coronel em decisões de Bolsonaro, como minimizar a pandemia e questionar a credibilidade das urnas. Ex-integrantes do governo afirmam que Cid também teria incentivado ataques às instituições e arrecadado fundos para essas ações.
Cid planeja se mudar para os Estados Unidos após cumprir sua pena, onde já residem um irmão e uma filha. A estratégia de seus aliados, no entanto, não deve impactar a condenação de Bolsonaro, que enfrenta uma pena de 27 anos de prisão. A situação continua a gerar tensões entre os apoiadores do ex-presidente e a Justiça.
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