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Funcionária de farmácia sofre racismo em seu primeiro dia de trabalho; veja vídeo

Noemi Ferrari recebe R$ 56 mil de indenização após sofrer racismo no trabalho na Raia Drogasil; Justiça condena empresa por omissão

Noemi Ferrari venceu processo trabalhista contra rede de farmácias (Foto: Reprodução)
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  • Noemi Ferrari, ex-funcionária da Raia Drogasil, denunciou ofensas racistas que sofreu em seu primeiro dia de trabalho, em 2018.
  • A Justiça do Trabalho condenou a empresa a pagar R$ 56 mil por danos morais, reconhecendo a omissão em garantir um ambiente de trabalho adequado.
  • Um vídeo que viralizou mostrava uma colega de cargo superior fazendo comentários racistas sobre Noemi, que foram considerados inaceitáveis pela juíza Rosa Fatorelli.
  • Após o episódio, Noemi permaneceu na empresa e foi promovida a supervisora em 2020, mas enfrentou novas agressões verbais em 2022, o que a levou a deixar a empresa.
  • A Raia Drogasil lamentou o ocorrido e destacou seu compromisso com a diversidade, informando que, em 2024, mais de 34 mil funcionários pretos e pardos fazem parte de sua equipe.

Noemi Ferrari, ex-funcionária da Raia Drogasil, denunciou ofensas racistas que sofreu em seu primeiro dia de trabalho, em 2018. O caso, que viralizou recentemente após a divulgação de um vídeo, resultou em uma indenização de R$ 56 mil por danos morais, conforme decisão da Justiça do Trabalho.

O vídeo, gravado por uma colega de cargo superior, apresentava Noemi de forma irônica, listando tarefas que deveriam ser realizadas por ela. A juíza Rosa Fatorelli considerou as falas racistas e rechaçou a defesa da empresa, que alegou que se tratava de uma “brincadeira”. A Justiça também destacou a omissão da Raia Drogasil em garantir um ambiente de trabalho adequado.

Após o episódio, Noemi permaneceu na empresa, acreditando que poderia contribuir para um ambiente melhor. Em 2020, foi promovida a supervisora, mas em 2022 enfrentou novas agressões verbais e decidiu deixar a empresa. Sua demissão a motivou a buscar seus direitos, apesar de inicialmente não querer processar a empresa.

Decisão Judicial

A Justiça reconheceu a gravidade da situação, considerando o vídeo e depoimentos que evidenciaram o constrangimento e assédio sofridos por Noemi. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região reiterou a responsabilidade da empresa, que não zela por um ambiente de trabalho seguro.

Em nota, a Raia Drogasil lamentou o ocorrido e reafirmou seu compromisso com a diversidade e inclusão. A empresa destacou que, em 2024, mais de 34 mil funcionários pretos e pardos fazem parte de sua equipe, com 50% das posições de liderança ocupadas por pessoas negras.

Atualmente, Noemi é gestora na área da saúde e conta com o apoio de amigos e familiares para seguir em frente. Ela enfatiza a importância de ter uma rede de apoio e o suporte de profissionais, como psicólogos e advogados, para lidar com as consequências do episódio.

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