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Governo afasta aliados para evitar conflitos na CPI do INSS

Governo Lula tenta isolar aliados após CPI do INSS aprovar quebra de sigilo de 67 pessoas e 91 entidades envolvidas em fraudes.

Senador Weverton Rocha em evento público (Foto: Reprodução)
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  • O governo Lula enfrenta dificuldades com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), agora presidida pela oposição.
  • A CPI investiga fraudes que causaram prejuízos de R$ 6,3 bilhões a aposentados.
  • O Palácio do Planalto iniciou uma operação para isolar aliados, começando pelo senador Weverton Rocha, que se reuniu com Antônio Carlos Camilo Antunes, preso por fraudes.
  • A CPI aprovou a quebra de sigilo bancário de 67 pessoas e 91 entidades, incluindo Antunes.
  • A situação se agrava com a proximidade de Rocha ao ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, que prestou depoimento contraditório à CPI.

O governo Lula enfrenta um cenário complicado com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, agora sob controle da oposição. A CPI investiga fraudes que resultaram em prejuízos de R$ 6,3 bilhões a aposentados. Para mitigar danos, o Palácio do Planalto iniciou uma operação para isolar aliados, começando pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Rocha se reuniu com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que foi preso pela Polícia Federal em uma nova fase da Operação Sem Desconto. O senador ainda não se manifestou sobre o encontro, mas aliados do governo afirmam que a intenção é distanciar o Planalto de figuras centrais no escândalo. A CPI aprovou a quebra de sigilo bancário de 67 pessoas e 91 entidades, incluindo o próprio “Careca”.

Desdobramentos da CPI

A situação se complica ainda mais com a proximidade de Rocha ao ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, que prestou depoimento contraditório à CPI. Durante a oitiva, Lupi negou ter qualquer relação pessoal com Tônia Galetti, uma ex-integrante do Conselho Nacional da Previdência Social, apesar de anteriormente ter afirmado o contrário.

A oposição, em uma manobra estratégica, conseguiu emplacar o senador Carlos Viana (PL-MG) na presidência da CPI, substituindo Omar Aziz e Ricardo Ayres, que eram apoiados por líderes do Senado e da Câmara. Essa mudança acendeu um alerta no governo, que agora busca evitar que a CPI cause mais danos à sua imagem.

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