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Independência em crise: Diada revela desorientação do movimento na Catalunha

Participação na Diada cai para 28 mil, evidenciando desmobilização do movimento independentista catalão e crescente tensão interna

Milhares de pessoas participam de uma manifestação durante a Diada em Barcelona (Foto: Reprodução)
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  • O movimento independentista catalão enfrenta um momento crítico, com apenas 28.000 manifestantes na Diada em Barcelona, número muito inferior aos 1,4 milhões de participantes há dez anos.
  • A participação caiu de 60.000 no ano passado para 28.000 este ano, refletindo a desmobilização do movimento após a perda da Generalitat.
  • Em Girona, apenas 12.000 pessoas compareceram, e em Tortosa, o número foi de 1.500.
  • A manifestação ocorreu em um dia chuvoso, com a presença de grupos de extrema direita e a queima de uma bandeira espanhola por cinco pessoas encapuzadas.
  • Discursos abordaram a situação do catalão e criticaram o Estado, enquanto atos políticos planejados foram cancelados devido ao mau tempo.

O movimento independentista catalão enfrenta um momento crítico, refletido na recente Diada, onde apenas 28.000 manifestantes compareceram em Barcelona, um número significativamente menor que os 1,4 milhões de participantes há uma década. A desmobilização do independentismo é evidente, especialmente após a perda da Generalitat e a crescente presença de grupos de extrema direita.

A manifestação deste ano, marcada por um dia chuvoso, viu uma queda acentuada na participação em comparação com os 60.000 manifestantes do ano passado. Em Girona, apenas 12.000 pessoas se reuniram, enquanto em Tortosa, o número foi de 1.500. A desorientação do movimento é palpável, com a presença de Sílvia Orriols, líder da Aliança Catalana, gerando tensões entre os manifestantes.

A marcha, que começou às 17h14 no Moll de la Fusta, foi marcada por um clima de desânimo. Apesar de algumas bandeiras catalãs e esteladas, a atmosfera era distante das grandes multidões do passado. Durante o evento, cinco pessoas encapuzadas queimaram uma bandeira espanhola, mas a manifestação ocorreu sem grandes incidentes, com a polícia evitando confrontos entre grupos rivais.

A chuva intensa e a ativação do plano de emergência da cidade também impactaram a programação. Atos políticos planejados foram cancelados, incluindo um organizado pela Assemblea Nacional Catalana (ANC). A situação do catalão, especialmente após uma recente decisão judicial que afeta o ensino da língua, dominou os discursos, com líderes políticos criticando o Estado por suas ações.

A desmobilização do independentismo é um reflexo de anos de luta sem resultados concretos. Jovens como Laila Grané, que participaram da manifestação, expressam cansaço e desilusão com a possibilidade de uma Catalunha independente. A jornada, que antes simbolizava força, agora é vista como uma oportunidade de lazer em um feriado.

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