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Maduro celebra Natal antecipado em meio a tensões com os Estados Unidos

Maduro antecipa celebração do Natal para 1º de outubro, gerando críticas da Igreja Católica e da oposição em meio a tensões políticas

Presidente venezuelano anuncia decisão durante programa de televisão "Con Maduro +" (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que o Natal será celebrado a partir de 1º de outubro, medida já implementada no ano anterior.
  • Ele justificou a antecipação como uma forma de garantir o direito à felicidade dos venezuelanos.
  • A decisão gerou críticas de opositores e da Igreja Católica, que defende a celebração tradicional em 25 de dezembro.
  • A medida ocorre em um contexto de tensão com os Estados Unidos, que não reconhecem Maduro como presidente e o acusam de liderar um cartel de drogas.
  • A Conferência Episcopal Venezuelana pediu que a festividade cristã não seja usada para fins políticos.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que o Natal será celebrado a partir de 1º de outubro, uma decisão que já havia sido implementada no ano anterior. Durante seu programa semanal, “Con Maduro +”, ele afirmou que a antecipação das festividades é uma forma de garantir o direito à felicidade dos venezuelanos. A medida, no entanto, gerou críticas de opositores e da Igreja Católica, que defende a celebração tradicional em 25 de dezembro.

A decisão ocorre em um contexto de crescente tensão com os Estados Unidos, que não reconhecem Maduro como presidente e o acusam de liderar um cartel de drogas. O governo americano oferece uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua prisão. Recentemente, navios de guerra dos EUA foram deslocados para o Caribe, próximos à costa venezuelana, em operações contra o narcotráfico.

Em resposta a essa pressão externa, Maduro mobilizou 25 mil soldados para reforçar a segurança nas fronteiras, especialmente nas regiões costeiras e na divisa com a Colômbia. A antecipação do Natal não é uma novidade; em 2024, a medida foi vista como uma tentativa de desviar a atenção de denúncias de fraude eleitoral, quando um opositor foi declarado vencedor em eleições contestadas.

A Conferência Episcopal Venezuelana também se manifestou contra a mudança de data, ressaltando que o Natal deve ser celebrado conforme o calendário litúrgico. A Igreja pediu que a festividade cristã não seja utilizada para fins políticos, reforçando a importância da data tradicional.

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