- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou jornadas de debate para discutir a preparação para uma possível “luta armada” em resposta à mobilização militar dos Estados Unidos na região.
- A movimentação dos EUA inclui oito navios de guerra, um submarino nuclear e dez aeronaves F-35 posicionadas em Porto Rico.
- Durante uma plenária transmitida pela emissora estatal VTV, Maduro destacou a importância de preparar o Partido Socialista Unido da Venezuela e outras forças políticas para a defesa do país.
- Ele anunciou o Plano Independência 200, que envolverá a Força Armada Nacional Bolivariana, os Corpos Combatentes e a Milícia Nacional Bolivariana em 284 frentes de batalha.
- O governo dos EUA aumentou a recompensa por informações que levem à captura de Maduro para US$ 50 milhões, intensificando as acusações de que ele lidera o Cartel de los Soles, vinculado ao narcotráfico.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou jornadas de debate para este fim de semana, onde discutirá a preparação para uma possível “luta armada” em resposta à mobilização militar dos Estados Unidos na região. A movimentação americana inclui oito navios de guerra, um submarino nuclear e dez aeronaves F-35 posicionadas em Porto Rico, o que, segundo Maduro, representa uma ameaça à soberania venezuelana.
Durante a plenária transmitida pela emissora estatal VTV, o líder chavista enfatizou a necessidade de preparar o Partido Socialista Unido da Venezuela e outras forças políticas para a defesa do país. Ele afirmou que é essencial que os governadores informem que suas comunidades estão prontas para a luta armada, caso necessário. “Este partido é obrigado a se preparar estruturalmente para, junto à nação, passar à luta armada se for necessário”, declarou.
Mobilização Militar
Além disso, Maduro anunciou o Plano Independência 200, que envolverá a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), os Corpos Combatentes e a Milícia Nacional Bolivariana em 284 frentes de batalha. O objetivo é garantir a “independência e a paz” da Venezuela. A mobilização militar ocorre em um contexto de crescente tensão com Washington, que acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles, vinculado ao narcotráfico.
O governo dos EUA aumentou a recompensa por informações que levem à captura de Maduro para US$ 50 milhões, intensificando as acusações contra o presidente venezuelano. A retórica militar de Maduro surge em um momento crítico, onde ele busca unir suas bases em torno da defesa nacional e da resistência contra o que considera uma agressão imperialista.
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