- O empresário e policial militar reformado Marcos Antônio Cortinas Lopes foi assassinado com cinco tiros na Barra da Tijuca, no dia 17 de fevereiro de 2025.
- O crime ocorreu após Lopes sair de uma BMW blindada e foi considerado uma execução planejada.
- A Delegacia de Homicídios da Capital identificou Caio Felipe Ferreira da Cruz como o autor dos disparos, e outras três pessoas estão envolvidas.
- Lopes estava sendo monitorado por criminosos e foi abordado após um acidente simulado com um veículo clonado.
- Caio Felipe é membro do Bonde dos Crias, vinculado ao Comando Vermelho, e a investigação apura se a morte de Lopes foi encomendada.
Morto com cinco tiros em uma das vias mais movimentadas da Barra da Tijuca, o empresário e PM reformado Marcos Antônio Cortinas Lopes, de 58 anos, foi alvo de uma execução planejada. O crime ocorreu logo após ele desembarcar de uma BMW blindada e foi registrado na manhã do dia 17 de fevereiro de 2025. Lopes estava sendo monitorado por criminosos e foi abordado cerca de cinco minutos após deixar um condomínio na região.
A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) identificou Caio Felipe Ferreira da Cruz como o autor dos disparos. O assassinato pode ter sido encomendado, e outras três pessoas estão envolvidas na execução. Um dos suspeitos teria utilizado um celular para informar a quadrilha sobre a passagem de Lopes pelo condomínio. Após um acidente simulado, onde um Cobalt clonado foi jogado contra a traseira da BMW, Lopes desceu do veículo para verificar a situação, momento em que foi atacado.
Envolvimento Criminal
Caio Felipe, integrante do Bonde dos Crias, um grupo vinculado ao Comando Vermelho, foi preso em 17 de junho na favela do Catiri, uma área em disputa entre traficantes e milicianos. O grupo é investigado por diversos assassinatos, incluindo o do policial penal Henry dos Santos Oliveira, ocorrido em dezembro de 2024. A DHC trabalha com a hipótese de que a morte de Lopes foi um crime encomendado, mas a motivação e a identidade do mandante ainda estão sendo apuradas.
Histórico de Lopes
Marcos Antônio Lopes tinha um passado criminal, tendo sido preso em 2020 por receptação, ligado a uma empresa de telecomunicações que desviava equipamentos. Ele cumpriu pena de três anos e sete meses, mas em agosto de 2024, a Justiça concedeu um habeas corpus que o liberou para o regime aberto. Lopes havia sido homenageado em 2002 por apreensão de armas, quando atuava como soldado no 14º BPM (Bangu). A defesa do PM reformado negou qualquer ligação com grupos milicianos no momento de sua morte.
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