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Programas de monitoramento no home office: como funcionam e quais são os impactos

Itaú demite mil funcionários devido a inatividade em máquinas, gerando críticas do Sindicato dos Bancários por falta de advertências prévias

Painel do XOne exibe a atividade online de funcionários (Foto: Reprodução)
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  • O Itaú demitiu cerca de mil funcionários no dia 8 de setembro, citando registros de inatividade nas máquinas corporativas.
  • O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região criticou a falta de advertências e a complexidade do trabalho remoto.
  • O banco utiliza programas de monitoramento, como o XOne, que rastreiam o uso do teclado, mouse, localização e histórico de navegação.
  • A advogada trabalhista Luana Couto Bizerra afirmou que o monitoramento é legal, mas pode distorcer a real produtividade ao considerar apenas a movimentação do mouse ou teclado.
  • O Itaú defendeu suas ações como alinhadas com as políticas internas e acordos com os sindicatos, mas a situação levanta questões sobre a ética do monitoramento no trabalho remoto.

O Itaú demitiu cerca de mil funcionários na última segunda-feira (8), após uma análise de condutas relacionadas ao trabalho remoto. O banco justificou as demissões com base em registros de inatividade nas máquinas corporativas, conforme informou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

A empresa utiliza programas de monitoramento, como XOne, que rastreiam o uso do teclado, mouse, localização e histórico de navegação dos colaboradores. Embora o Itaú tenha afirmado que as demissões foram resultado de uma “revisão criteriosa”, o sindicato criticou a falta de advertências prévias e a consideração das complexidades do trabalho remoto.

Monitoramento e Políticas Internas

Os sistemas de monitoramento permitem que a empresa acesse dados sobre a produtividade de cada funcionário. O XOne, por exemplo, oferece insights sobre a concentração e a dispersão nas tarefas diárias. Além disso, o banco pode verificar se os colaboradores participaram de chamadas de vídeo ou realizaram cursos online, mas não captura telas ou áudios.

A advogada trabalhista Luana Couto Bizerra destacou que o monitoramento é legal, desde que realizado com transparência e proporcionalidade. Contudo, ela alertou que considerar apenas a movimentação do mouse ou teclado pode distorcer a real produtividade, uma vez que muitas tarefas não exigem interação constante com o computador.

Críticas e Reações

O Sindicato dos Bancários expressou descontentamento com as demissões, argumentando que o Itaú não levou em conta a complexidade do trabalho remoto. A entidade ressaltou que muitos trabalhadores foram demitidos sem a oportunidade de defesa, o que gerou um clima de insegurança entre os colaboradores.

O Itaú, por sua vez, defendeu que o monitoramento está alinhado com as políticas internas e acordos firmados com os sindicatos, mas a situação levanta questões sobre a ética e a eficácia das práticas de monitoramento no ambiente de trabalho remoto.

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