- O embaixador dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou que a relação entre Brasil e EUA está no “ponto mais sombrio em dois séculos”.
- A declaração foi feita após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.
- Landau criticou o ministro Alexandre de Moraes por sua atuação, que, segundo ele, compromete o estado de direito no Brasil.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, mencionou a possibilidade de sanções contra o Brasil devido à condenação de Bolsonaro.
- As sanções podem incluir a extensão da Lei Magnitsky e tarifas sobre a compra de petróleo russo.
O embaixador dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou que a relação entre Brasil e EUA atingiu o “ponto mais sombrio em dois séculos”. A declaração foi feita em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentar um golpe de Estado após as eleições de 2022. Landau expressou sua dor ao ver o ministro Alexandre de Moraes sendo criticado por destruir o estado de direito no Brasil.
Em suas postagens nas redes sociais, Landau destacou que a situação atual das relações bilaterais é preocupante e que, enquanto o destino dessa relação estiver nas mãos de Moraes, não há perspectiva de solução. O embaixador também compartilhou comentários do secretário de Estado, Marco Rubio, que ameaçou o Brasil com novas sanções em decorrência da condenação de Bolsonaro.
Possíveis Sanções
Entre as sanções que os EUA podem considerar estão a extensão da Lei Magnitsky a outros ministros que apoiaram a condenação de Bolsonaro e a suspensão de vistos para seus familiares. Além disso, há a possibilidade de tarifas secundárias sobre o Brasil em relação à compra de petróleo russo. Fontes em Washington indicam que a esposa de Moraes, Viviane Barci Moraes, pode ser incluída na Lei Magnitsky em breve.
Na semana passada, Rubio comentou que a questão das tarifas ao Brasil é política, sugerindo que não adianta fazer lobby em Washington, mas sim em Brasília. A tensão entre os dois países continua a crescer, refletindo um momento crítico nas relações diplomáticas.
Entre na conversa da comunidade