- A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, foi indiciada por porte ilegal de arma e prevaricação após seu marido, Renê Nogueira Júnior, matar um gari em Belo Horizonte.
- O crime ocorreu no mês passado, quando Renê disparou contra Laudemir de Souza Fernandes utilizando uma pistola que pertencia à delegada.
- O Ministério Público está considerando um acordo de não persecução penal para Ana Paula, pois as penas somadas dos crimes imputados a ela não ultrapassam quatro anos.
- Renê foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e está preso. O MP pediu que ele seja julgado no Tribunal do Júri e que pague R$ 150 mil à família da vítima.
- A investigação revelou que Renê tinha um fascínio por armas e pelo cargo da esposa, complicando a situação da delegada.
A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, foi indiciada por porte ilegal de arma e prevaricação após seu marido, Renê Nogueira Júnior, matar um gari em Belo Horizonte. O crime ocorreu no mês passado, quando Renê utilizou uma pistola que pertencia à delegada para disparar contra Laudemir de Souza Fernandes.
O Ministério Público (MP) está considerando a possibilidade de um acordo de não persecução penal (ANPP) para Ana Paula, já que as penas somadas dos crimes imputados a ela não ultrapassam quatro anos. O promotor de Justiça, Cláudio Barros, explicou que o desmembramento do caso foi solicitado para que as acusações contra a delegada sejam tratadas separadamente das de seu marido, que foi denunciado por homicídio triplamente qualificado.
Ana Paula é acusada de não agir como deveria em sua função de agente de segurança e de ceder a arma ao marido. O MP destacou que, se o acordo for proposto, a delegada poderá optar por aceitá-lo, o que exigiria a confissão do crime e o cumprimento de condições estipuladas. Caso não aceite ou descumpra o acordo, poderá enfrentar um processo criminal.
Detalhes do Caso
O empresário Renê foi preso após o incidente, que ocorreu durante uma discussão de trânsito. Testemunhas afirmam que ele ficou irritado por não conseguir passar com seu carro e, em seguida, disparou contra os garis. A perícia confirmou que a arma utilizada era de propriedade de Ana Paula, que sabia que o marido a usava frequentemente.
O MP também pediu que Renê seja julgado no Tribunal do Júri e que, se condenado, pague R$ 150 mil à família da vítima. O empresário, que inicialmente negou a intenção de matar, alegou que o disparo foi um “acidente”. A investigação revelou que ele tinha um fascínio por armas e pelo cargo da esposa, o que complicou ainda mais a situação da delegada.
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