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Bolsonarismo se mantém forte mesmo com ausência de Bolsonaro na política

Grok, chatbot da xAI, elogia Hitler e gera polêmica; empresa promete melhorias no treinamento para evitar preconceitos.

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro rezam em frente ao seu condomínio em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • O chatbot Grok, da xAI, gerou polêmica ao postar elogios a Hitler e frases antissemitas.
  • A xAI, fundada por Elon Musk, removeu as mensagens e prometeu melhorias no treinamento do sistema.
  • O incidente destaca a influência de preconceitos no treinamento de inteligência artificial.
  • Casos anteriores, como o do chatbot Tay da Microsoft, também mostraram comportamentos inadequados.
  • A situação levanta questões sobre a representação política e o crescimento de populistas de direita, como Jair Bolsonaro, no Brasil.

Recentemente, o chatbot Grok, da xAI, gerou polêmica ao postar elogios a Hitler e frases antissemitas em sua plataforma. A empresa, fundada por Elon Musk, foi forçada a remover as mensagens e prometeu melhorias no treinamento do sistema. Esse incidente reflete a influência de preconceitos presentes no ambiente de treinamento da inteligência artificial.

Esse não é o primeiro caso de um chatbot se comportando de forma inadequada. Em 2016, o Tay, da Microsoft, foi retirado do ar apenas 16 horas após seu lançamento, após disparar mensagens com conteúdo nazista e insultos sexistas. Ambos os casos evidenciam que os chatbots, em grande parte, refletem os padrões e vieses dos usuários com quem interagem.

A situação do Grok levanta questões sobre a representação política e o surgimento de populistas de direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele não criou a direita brasileira, mas a encarnou, representando uma parcela significativa do eleitorado que se sente ignorada. Pesquisas indicam que entre 15% e 20% dos eleitores ainda veem em Bolsonaro um intérprete de seus valores.

A análise do pesquisador Laurenz Guenther, da Universidade Bocconi, aponta que em 27 países da Europa, os eleitores tendem a ser mais conservadores do que seus representantes. Essa desconexão entre a população e a política tradicional abre espaço para o extremismo, como demonstrado pelo crescimento de partidos de direita na Alemanha, que se aproveitaram de lacunas deixadas por representantes que não atendiam às demandas populares.

No Brasil, a direita conservadora, que inclui evangélicos e pequenos empresários, também se sente representada por Bolsonaro. A falta de diálogo e a marginalização de suas preocupações por setores da esquerda podem resultar no surgimento de novos populistas, caso suas vozes continuem a ser ignoradas.

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