- O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta condenações e investigações relacionadas ao golpe frustrado de 2022.
- No Sete de Setembro de 2025, a extrema direita brasileira se manifestou em apoio a Bolsonaro, misturando discursos de esperança de anistia com referências religiosas.
- O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou o julgamento de Bolsonaro e da cúpula civil-militar do plano golpista.
- Durante a manifestação na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não conseguiu manter a atenção do público, enquanto o pastor Silas Malafaia mobilizou a multidão com sua retórica religiosa.
- A busca por anistia para Bolsonaro foi um tema central, com o presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, afirmando que a proposta seria aprovada no Congresso.
O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um cenário político conturbado, marcado por condenações e investigações relacionadas ao seu papel em eventos como o golpe frustrado de 2022. No último Sete de Setembro, a extrema direita brasileira se mobilizou em apoio a Bolsonaro, misturando discursos de esperança de anistia com referências religiosas, enquanto as divisões internas se acentuavam.
O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou o julgamento de Bolsonaro e da cúpula civil-militar do plano golpista para antes e depois do feriado. Durante a manifestação na Avenida Paulista, os líderes da extrema direita tentaram transmitir otimismo aos bolsonaristas, que se sentem injustiçados diante da condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta a Bolsonaro. A imagem de uma bandeira americana estendida sobre a multidão se tornou um símbolo da contradição entre o patriotismo declarado e a dependência de apoio externo.
A manifestação também evidenciou a fragmentação do apoio a Bolsonaro. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao afirmar que “a justiça será restabelecida”, não conseguiu manter a atenção do público, que se dispersou durante seu discurso. Em contraste, o pastor Silas Malafaia conseguiu mobilizar a multidão, afirmando que “Deus é especialista em transformar caos em bênção”, reforçando a narrativa religiosa que permeia o apoio a Bolsonaro.
A busca por uma anistia para Bolsonaro foi um dos principais temas discutidos. Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, garantiu que a anistia seria aprovada, citando o apoio de diversas bancadas no Congresso. No entanto, a pressão por ações coletivas fora das instituições também foi mencionada, com manifestantes sugerindo greves gerais para pressionar o Legislativo.
A manifestação de Sete de Setembro não apenas refletiu a luta pela anistia, mas também expôs a fragilidade da unidade no campo reacionário. A presença de bandeiras dos Estados Unidos e a retórica de intervenção externa revelaram um dilema: a dependência de apoio estrangeiro contradiz o discurso nacionalista da extrema direita. A situação de Bolsonaro, preso e inelegível, continua a ser um ponto central nas mobilizações, enquanto novas lideranças começam a emergir nesse cenário político em transformação.
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