- O governo de Donald Trump entrou com um novo pedido no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para reverter a decisão que impede a demissão da diretora do Federal Reserve, Lisa Cook.
- A juíza Jia Cobb já havia determinado que não havia justa causa para a exoneração, considerando as alegações de fraude hipotecária insuficientes.
- As acusações contra Cook, feitas por Bill Pulte, diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional, afirmam que ela falsificou registros para obter um empréstimo.
- Novos documentos mostram que Cook declarou corretamente uma propriedade como “casa de veraneio”, contradizendo as alegações de fraude.
- A defesa de Cook argumenta que a demissão pode comprometer a independência do Federal Reserve e desestabilizar os mercados financeiros, especialmente com uma reunião importante programada para os dias 16 e 17 de setembro.
O governo de Donald Trump apresentou um novo pedido ao Tribunal de Apelações dos EUA, buscando reverter a decisão que impede a demissão da diretora do Federal Reserve, Lisa Cook. A liminar anterior, emitida pela juíza Jia Cobb, concluiu que não havia justa causa para a exoneração, considerando as alegações de fraude hipotecária insuficientes.
As acusações contra Cook, feitas por Bill Pulte, diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional, afirmam que ela falsificou registros para obter condições favoráveis em um empréstimo. No entanto, novos documentos indicam que Cook declarou corretamente uma propriedade em Atlanta como “casa de veraneio”, o que contradiz as alegações de fraude.
Os advogados de Cook argumentam que a tentativa de demissão, baseada em acusações não comprovadas, pode comprometer a independência do Federal Reserve. Eles destacam que a remoção de Cook poderia desestabilizar os mercados financeiros, especialmente com uma reunião crucial do Fed programada para os dias 16 e 17 de setembro.
A defesa de Cook também enfatiza que a demissão não se baseia em comportamentos relacionados ao cargo, uma exigência da Lei do Federal Reserve. O juiz de primeira instância já havia determinado que as alegações de Trump não eram suficientes para justificar a exoneração.
As novas evidências surgem em um momento crítico, com o Fed se preparando para discutir políticas monetárias que podem impactar a economia dos EUA. A situação continua a gerar tensão entre a administração Trump e o banco central, levantando preocupações sobre a autonomia do Fed em suas decisões.
Entre na conversa da comunidade