- O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) teve novos desdobramentos com a postura do ministro Luiz Fux.
- Fux negou a existência de uma tentativa de golpe, apesar de ter enfrentado ameaças em 2021.
- Durante seu voto, que durou mais de 13 horas, ele não permitiu interrupções, gerando tensão entre os colegas.
- Os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, na sequência, confirmaram a condenação de Bolsonaro e outros réus.
- A decisão de Fux de não pedir vista consolidou a continuidade do julgamento, encerrando um período de incerteza no STF.
O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos com a postura do ministro Luiz Fux. Fux, que já havia sinalizado que não pediria vista, surpreendeu ao negar a existência de uma tentativa de golpe, mesmo tendo enfrentado ameaças em 2021. A tensão em torno do julgamento foi palpável, especialmente na quarta-feira (10), quando o ministro, em um voto extenso, decidiu não ser interrompido, o que gerou apreensão entre os colegas.
Durante sua manifestação, Fux relatou experiências pessoais, incluindo a tensão do 7 de setembro de 2021, quando temia uma invasão ao STF. Naquela ocasião, snipers foram posicionados para proteger o tribunal, e o ministro passou a noite em claro. As contradições em sua postura em relação ao caso de Bolsonaro e outros réus, em comparação com sua atuação em mais de 400 processos relacionados ao 8 de janeiro, aumentaram a tensão no ambiente.
Estratégia de Voto
A decisão de Fux de não ser interrompido foi uma estratégia para evitar que qualquer intervenção pudesse levá-lo a mudar de posição e pedir vista, o que atrasaria o julgamento. Seu voto, que durou mais de 13 horas, foi interpretado como uma tentativa de “vencer pelo cansaço”. O presidente da Turma, Cristiano Zanin, e os demais ministros decidiram respeitar o pedido de Fux, prolongando a sessão para que ele pudesse concluir sua fala.
Na quinta-feira (11), os votos de Cármen Lúcia e Zanin confirmaram a condenação de Bolsonaro e dos outros réus. A certeza de que Fux não paralisaria o julgamento se consolidou apenas após a manifestação dos demais ministros, encerrando um período de incerteza e tensão no STF.
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