- A polícia boliviana desmantelou uma rede de falsificadores que ajudou Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, a viver na Bolívia com identidade falsa.
- Mijão, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), residia em Santa Cruz de La Sierra, onde levava uma vida luxuosa.
- Ele é acusado de planejar a morte do promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas.
- Para obter um documento de identidade boliviano, Mijão usou uma certidão de casamento falsa.
- O vice-ministro de Regime Interior e Polícia, Jhonny Aguilera, afirmou que a falsificação de documentos é comum entre traficantes na Bolívia.
A polícia boliviana desmantelou uma rede de falsificadores que permitiu ao líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, viver em liberdade na Bolívia com uma identidade falsa. O esquema, que também beneficiava outros traficantes, envolvia pessoas com vínculos institucionais, conforme informou a Agência Boliviana de Informações.
Recentemente, o programa Fantástico, da TV Globo, revelou que Mijão residia em Santa Cruz de La Sierra, desfrutando de uma vida luxuosa em mansões. Ele é acusado de planejar a morte do promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas. Para obter um documento de identidade boliviano, Mijão utilizou uma certidão de casamento falsa.
O vice-ministro de Regime Interior e Polícia, Jhonny Aguilera, destacou que o caso de Mijão não é isolado. A prática de falsificação de documentos é comum entre traficantes que buscam se esconder na Bolívia. Aguilera afirmou que muitos desses documentos são obtidos em conluio com pessoas que têm acesso à gestão desses registros.
Vida de Luxo
Mijão, que usava empresas de fachada para justificar sua presença no país, levou uma vida marcada por festas e encontros sociais. Ele já morou em pelo menos seis mansões em Santa Cruz, com aluguéis que chegavam a R$ 30 mil mensais. Em uma de suas residências, contava com quadra de tênis, três piscinas e um lago artificial.
Desde 2013, Mijão é considerado foragido e, segundo informações, já foi visto em eventos no Brasil, como jogos de futebol. Na Bolívia, sua rotina é cercada de segurança, vivendo em condomínios fechados. As autoridades brasileiras continuam a busca por sua captura, enquanto ele mantém uma vida de luxo, longe da justiça.
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