- A Venezuela denunciou a retenção de um barco pesqueiro, o Carmen Rosa, por um destróier da Marinha dos Estados Unidos, o USS Jason Dunham, a 48 milhas náuticas da ilha La Blanquilla, em águas da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) venezuelana.
- O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela classificou a ação como uma provocação e uma ameaça à segurança regional.
- Em resposta, o presidente da República, Nicolás Maduro, convocou reservistas e milicianos para treinamento militar, alegando a necessidade de se preparar para uma possível ação armada dos EUA.
- O treinamento ocorrerá em 312 quartéis e incluirá instruções sobre o uso de armamentos e operações militares.
- O governo dos EUA nega que suas operações visem uma mudança de regime na Venezuela, enquanto Maduro intensifica sua retórica militar em defesa da soberania nacional.
A Venezuela denunciou neste sábado a retenção de um barco pesqueiro por um destróier da Marinha dos Estados Unidos, o USS Jason Dunham. O incidente ocorreu a 48 milhas náuticas ao norte da ilha La Blanquilla, em águas da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) venezuelana. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a embarcação Carmen Rosa, com nove pescadores a bordo, foi mantida sob controle por cerca de oito horas.
O governo venezuelano classificou a ação como uma provocação e uma ameaça à segurança regional. A vice-presidente Delcy Rodrigues afirmou que os EUA devem cessar sua “perseguição militar” e que a Venezuela defenderá seu direito à paz. O incidente se dá em um contexto de crescente tensão, com os EUA deslocando oito navios de guerra para o Caribe sob a justificativa de combater o narcotráfico.
Mobilização Militar
Em resposta à situação, o presidente Nicolás Maduro convocou reservistas e milicianos para um treinamento militar, programado para este sábado. Ele destacou a necessidade de preparar a população para uma possível ação armada dos EUA. O treinamento ocorrerá em 312 quartéis e incluirá instruções sobre o uso de armamentos e operações militares.
Maduro também anunciou uma operação militar chamada “Independência 200”, que envolve a mobilização de militares e milicianos em 284 frentes de batalha. O governo venezuelano vê as ações dos EUA como uma ameaça direta ao seu poder, especialmente após a acusação de que Maduro lidera uma organização criminosa conhecida como Cartel dos Sóis.
Reações e Contexto
O governo dos EUA, por sua vez, nega que suas operações visem uma mudança de regime na Venezuela. No entanto, a retórica militar de Maduro tem se intensificado, com promessas de resistência e defesa da soberania nacional. O ex-presidente Donald Trump já havia ameaçado derrubar qualquer aeronave militar venezuelana que representasse uma ameaça.
A situação no Caribe continua tensa, com a Venezuela alertando para os riscos que as ações militares americanas representam para a paz na região. O governo venezuelano exige que os EUA cessem imediatamente suas operações, que consideram uma escalada bélica e uma violação de sua soberania.
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