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Governo Trump determina destruição de R$ 52 milhões em contraceptivos da Usaid

Governo dos Estados Unidos destrói US$ 9,7 milhões em contraceptivos, ignorando ofertas de compra e gerando críticas à saúde global

Congressistas americanos falam ao lado de funcionários e apoiadores da USAID em protesto fora da sede da agência em Washington (Foto: Reprodução)
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  • O governo dos Estados Unidos destruiu US$ 9,7 milhões em contraceptivos destinados a países de baixa renda.
  • A destruição ocorreu na Bélgica, após o Departamento de Estado afirmar que a contracepção não era “vital” para a ajuda externa.
  • Organizações, como a Fundação Gates, se ofereceram para adquirir os produtos, mas o governo optou pela incineração, que custou cerca de US$ 167 mil.
  • A Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) alegou que os contraceptivos eram considerados abortivos, o que foi contestado por especialistas.
  • A decisão reflete uma política mais ampla do governo Trump de restringir o financiamento a práticas reprodutivas.

Milhões de dólares em contraceptivos destinados a países de baixa renda foram destruídos pelo governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump. A decisão, que gerou ampla controvérsia, envolveu US$ 9,7 milhões em produtos, incluindo pílulas e dispositivos intrauterinos, que estavam armazenados na Bélgica.

A destruição ocorreu após o Departamento de Estado afirmar que a contracepção não era “vital” para a ajuda externa. Documentos internos revelam que várias organizações, como a Fundação Gates, se ofereceram para adquirir os produtos, evitando assim a destruição. No entanto, o governo optou por incinerá-los, uma operação que custou cerca de US$ 167 mil.

Um porta-voz da Usaid, agência responsável pela ajuda externa, afirmou que os contraceptivos eram considerados abortivos, uma alegação contestada por especialistas. Nenhum dos produtos armazenados era abortivo, conforme os inventários. A diretora de relações externas da MSI Reproductive Choices, Beth Schlachter, criticou a decisão, afirmando que ela “custará vidas” e prejudicará o progresso na saúde global.

A destruição foi ordenada em junho por Jeremy Lewin, do Departamento de Estado, que alegou que essa era a opção mais econômica. O governo belga tentou intervir, buscando impedir a incineração, mas a destruição foi realizada em julho, mesmo com o interesse de potenciais compradores. Funcionários da Usaid indicaram que a venda poderia ter recuperado US$ 7 milhões, mas a decisão final foi pela destruição, em meio a preocupações sobre a imagem do governo.

A Usaid, criada na década de 1960, está em processo de desmantelamento sob a supervisão de Marco Rubio, secretário de Estado. A decisão de destruir os contraceptivos reflete uma política mais ampla do governo Trump, que busca restringir o financiamento de organizações que apoiam práticas reprodutivas.

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