- Javier Bardem protestou no tapete vermelho do Emmy, pedindo um boicote a Israel e denunciando o genocídio em Gaza.
- O ator, indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante por sua atuação em “Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais”, estava acompanhado por outros artistas.
- Bardem afirmou que a decisão de não trabalhar com instituições israelenses foi tomada em conjunto com cerca de 1.500 colegas.
- Ele mencionou a Associação Internacional de Estudos de Genocídio, que reconheceu a situação em Gaza como genocídio, e pediu um bloqueio comercial e diplomático contra Israel.
- O protesto gerou reações no cinema israelense, com o presidente do sindicato de roteiristas de Israel, Nadav Ben Simon, considerando a ação dos artistas preocupante e contraproducente.
Javier Bardem fez um protesto no tapete vermelho do Emmy, realizado neste domingo, pedindo um boicote a Israel e denunciando o que classificou como genocídio em Gaza. O ator, que concorre ao prêmio de melhor ator coadjuvante por sua atuação em “Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais”, estava acompanhado por outros artistas que também se manifestaram durante o evento.
Em entrevista à Variety, Bardem revelou que a decisão de não trabalhar com instituições israelenses foi tomada em conjunto com cerca de 1.500 colegas, que acusam essas entidades de estarem envolvidas em ações genocidas. Ele afirmou: “Estou denunciando o genocídio em Gaza”, enquanto usava um keffiyeh, um lenço tradicional árabe. O ator mencionou a Associação Internacional de Estudos de Genocídio, que reconheceu a situação em Gaza como genocídio, e pediu um bloqueio comercial e diplomático contra Israel.
Além de Bardem, outros artistas como Yorgos Lanthimos, Ava DuVernay e Mark Ruffalo também assinaram o boicote. A atriz Hannah Einbinder, vencedora do Emmy, usou um pin da associação Artists4Ceasefire e expressou a importância de abordar a situação em Gaza, mencionando amigos que atuam como médicos na região.
Reações e Consequências
O movimento de boicote gerou reações no cinema israelense. Nadav Ben Simon, presidente do sindicato de roteiristas de Israel, considerou a ação dos artistas “profundamente preocupante e contraproducente”. Ele destacou que o boicote cultural remete a ações que ajudaram a pôr fim ao apartheid na África do Sul, mas que podem ter efeitos adversos na cultura e na arte.
Essas manifestações durante a gala dos Emmys refletem um crescente ativismo entre artistas em relação ao conflito israelo-palestino, evidenciando a interseção entre cultura e política em momentos de crise humanitária.
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