- A Penske Media Corporation processou o Google por uso indevido de conteúdo jornalístico em resumos gerados por inteligência artificial.
- A ação foi protocolada no tribunal distrital de Washington no dia treze de setembro de dois mil e vinte e cinco.
- A empresa alega que os resumos gerados pelo Google causaram uma queda de mais de trinta e três por cento na receita de links afiliados.
- O CEO da Penske, Jay Penske, afirmou que o Google usa seu domínio de mercado, que representa noventa por cento das buscas nos Estados Unidos, para impor práticas prejudiciais ao jornalismo digital.
- A Penske busca indenização financeira e uma ordem judicial para proibir o uso de resumos gerados por inteligência artificial.
A Penske Media Corporation, responsável por publicações como *Rolling Stone* e *Billboard*, processou o Google por uso indevido de conteúdo jornalístico em resumos gerados por inteligência artificial. A ação foi protocolada na sexta-feira, 13, no tribunal distrital de Washington, onde o Google já enfrenta questões antitruste.
A empresa alega que os resumos, que aparecem em cerca de 20% das buscas direcionadas a seus sites, têm causado uma queda de mais de 33% na receita proveniente de links afiliados desde o final de 2024. Segundo a Penske, o Google condiciona a exibição de seus sites à inclusão de textos nos resumos, o que compromete seu modelo de negócios.
Jay Penske, CEO da companhia, destacou que o Google utiliza seu domínio de mercado, que representa 90% das buscas nos EUA, para impor práticas prejudiciais à integridade do jornalismo digital. Ele afirmou que a empresa tem a responsabilidade de lutar pelo futuro do setor. Em resposta, um porta-voz do Google, José Castañeda, defendeu os resumos, afirmando que eles melhoram a experiência do usuário e criam novas oportunidades de descoberta para os sites.
Reações do Setor
A News/Media Alliance, que representa mais de 2.200 veículos de comunicação nos EUA, criticou a falta de opções para que os publishers possam recusar a exibição de seus conteúdos nos resumos do Google. Danielle Coffey, CEO da entidade, afirmou que outras empresas de IA estão negociando acordos, enquanto o Google não precisa fazê-lo devido ao seu poder de mercado.
Além da Penske, outras empresas de mídia também processaram o Google. A plataforma educacional Chegg e o jornal local Helena World Chronicle entraram com ações semelhantes, refletindo uma crescente tensão entre empresas de tecnologia e criadores de conteúdo. A Penske busca não apenas indenização financeira, mas também uma ordem judicial que proíba a prática de uso de resumos gerados por IA.
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