- Donald Trump recorreu a um tribunal de apelações dos Estados Unidos para reverter a decisão que bloqueou sua tentativa de demitir Lisa Cook, diretora do Federal Reserve.
- A ação de Trump se baseia em alegações de fraude hipotecária, que Cook contesta, defendendo a independência do Fed.
- O tribunal deve decidir sobre o pedido de Trump até segunda-feira. Se a decisão não for favorável, ele pode recorrer à Suprema Corte.
- As acusações contra Cook foram feitas por Bill Pulte, aliado de Trump, mas documentos mostram contradições nas alegações.
- A demissão de Cook levanta preocupações sobre a influência política nas decisões monetárias, especialmente com a reunião do Fed para discutir taxas de juros se aproximando.
O presidente Donald Trump recorreu a um tribunal de apelações dos EUA para tentar reverter a decisão que bloqueou sua tentativa de demitir Lisa Cook, diretora do Federal Reserve. A ação, baseada em alegações de fraude hipotecária, foi contestada por Cook, que defende a independência do Fed.
Na última semana, Trump solicitou ao tribunal que suspendesse a liminar de 9 de setembro, que impediu sua demissão de Cook. O tribunal de apelações deve decidir sobre o pedido até segunda-feira. Caso a decisão não seja favorável, Trump pode buscar a intervenção da Suprema Corte.
As alegações contra Cook surgiram de Bill Pulte, um aliado de Trump, que a acusou de declarar duas residências como principais para obter melhores condições de empréstimo. No entanto, documentos revelaram que uma das propriedades foi descrita como “casa de férias”, contradizendo as acusações.
Implicações da Demissão
O advogado de Cook, Abbe Lowell, argumentou que a demissão por motivos não comprovados poderia comprometer a autonomia do Fed. Ele alertou que permitir tal ação seria um sinal de que o sistema de governo não garante mais a independência da instituição, essencial para a confiança do investidor e a estabilidade econômica.
A juíza Jia Cobb já havia determinado que Trump não tinha motivos válidos para demitir Cook, considerando que as alegações se referiam a eventos anteriores ao seu mandato. O Departamento de Justiça criticou a decisão, afirmando que as conclusões da juíza eram “retrógradas”.
A disputa ocorre em um momento crítico, com a reunião do Fed marcada para discutir as taxas de juros. O mercado espera um corte de 0,25 ponto percentual, e a possível demissão de Cook levanta preocupações sobre a influência política nas decisões monetárias dos EUA. O Fed, por sua vez, afirmou que respeitará a decisão judicial.
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