- Os sacerdotes Albeiro Parra e Johnny Milton Córdoba alertam sobre a crise humanitária no Chocó, uma das regiões mais pobres da Colômbia.
- A situação se agravou devido a disputas territoriais entre grupos armados, especialmente após os acordos de paz com as FARC em 2016.
- A ONU destaca que a sobrevivência física e cultural dos povos indígenas está ameaçada.
- Os sacerdotes pedem apoio internacional e enfatizam que a paz deve incluir a sociedade civil, não apenas os grupos armados.
- Eles solicitam ações do governo para melhorar a presença estatal na região, com foco em educação e saúde, e alertam sobre o risco de exterminio dos povos indígenas antes das eleições de 2026.
Os sacerdotes Albeiro Parra e Johnny Milton Córdoba, atuantes no Chocó, uma das regiões mais empobrecidas da Colômbia, alertam para a grave crise humanitária que afeta a área. Disputas territoriais entre grupos armados têm intensificado a situação desde os acordos de paz com as FARC em 2016. A ONU já destacou que a sobrevivência física e cultural dos povos indígenas está ameaçada.
Os sacerdotes, que trabalham com comunidades indígenas e afrodescendentes, enfatizam a importância de uma paz que envolva a sociedade civil. “A paz não deve ser feita apenas com grupos armados, mas também com as comunidades,” afirmam. Eles pedem apoio internacional para enfrentar a crise antes das eleições de 2026, alertando sobre o risco de exterminio dos povos indígenas.
Parra, diretor da Coordenação Regional Pacífico e premiado por sua defesa dos direitos humanos, e Córdoba, da Pastoral Social da Diócesis de Quibdó, destacam que a presença do Estado na região é predominantemente militar. “Precisamos de escolas, centros de saúde e universidades,” ressaltam, enfatizando que a única intervenção estatal tem sido a repressão.
A situação é crítica, com líderes comunitários frequentemente ameaçados. Ambos os sacerdotes têm enfrentado riscos pessoais ao tentar proteger essas lideranças. “O diálogo é essencial, mas muitas vezes chegamos tarde,” lamenta Parra, referindo-se a casos de assassinatos de líderes.
A urgência é clara: “O governo deve agir rapidamente para gerenciar a crise humanitária,” afirmam. Eles pedem um movimento civil por paz e a continuidade das políticas de paz após as eleições, para que o trabalho em prol dos direitos humanos e do meio ambiente não seja interrompido.
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