Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Espanha anula contrato de R$ 4,4 bilhões em armas com Israel após críticas sobre Gaza

Governo espanhol cancela contratos de armamentos com Israel e proíbe vendas militares em resposta à ofensiva em Gaza

Trump assina decreto para enviar a Guarda Nacional a Memphis, mencionando 'níveis tremendos de crimes' (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo da Espanha cancelou contratos de quase € 700 milhões para a compra de armamentos israelenses devido à ofensiva militar em Gaza.
  • A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, que também propôs a proibição da venda de equipamentos militares a Israel.
  • Os contratos cancelados incluíam a aquisição de 12 sistemas de lançadores de foguetes e 168 lançadores de mísseis antitanque.
  • Sánchez criticou a política israelense em Gaza e defendeu a exclusão de atletas israelenses de competições internacionais.
  • Protestos em Madri reuniram cerca de 100 mil pessoas, exigindo a retirada da equipe israelense da Volta da Espanha, gerando críticas à administração de Sánchez.

O governo da Espanha cancelou contratos de quase € 700 milhões para a compra de armamentos israelenses, em resposta à ofensiva militar em Gaza. A decisão foi formalizada em um documento oficial e anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, que também propôs a proibição da venda de equipamentos militares a Israel.

O contrato cancelado envolvia a aquisição de 12 sistemas de lançadores de foguetes da empresa israelense Elbit Systems. Além disso, outro contrato para 168 lançadores de mísseis antitanque, avaliado em € 287 milhões, também foi cancelado. Essas medidas surgem em meio a um contexto de crescente tensão nas relações entre Espanha e Israel, especialmente após o reconhecimento da Palestina pelo governo espanhol em 2024.

Críticas e Protestos

Sánchez se posicionou como um dos críticos mais contundentes da política israelense em Gaza, afirmando que seu governo busca impedir o que chamou de “genocídio”. Recentemente, a Espanha também convocou seu cônsul em Jerusalém após discussões acaloradas sobre as novas medidas. O premier defendeu que atletas israelenses sejam banidos de competições internacionais, comparando a situação com a exclusão da Rússia após a invasão da Ucrânia.

Protestos pró-Palestina em Madri culminaram na interrupção da última etapa da Volta da Espanha, onde manifestantes exigiram a retirada da equipe israelense da competição. O ato, que reuniu cerca de 100 mil pessoas, levou a críticas à administração de Sánchez, que foi acusado de permitir o constrangimento internacional.

Repercussões Políticas

As medidas contra Israel têm gerado reações diversas no cenário político espanhol. O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, criticou o governo por permitir a interrupção da Volta, enquanto o partido Vox atacou Sánchez, acusando-o de ser um “porta-voz do Hamas”. O primeiro-ministro, por sua vez, elogiou os manifestantes pacíficos e reafirmou seu compromisso com a causa palestina, destacando a necessidade de um debate ético sobre a participação de Israel em eventos internacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais