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Família americana contrabandeia 2.900 remessas de petróleo do México para o Texas

Família Jensen é acusada de contrabando de petróleo do México em parceria com o CJNG, acumulando $300 milhões em lucros ilícitos

James Laen Jensen e sua esposa Kelly Anne Jensen (Foto: Reprodução)
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  • A família Jensen, de Utah, foi acusada de contrabando de petróleo do México, em colaboração com o Jalisco New Generation Cartel (CJNG), acumulando 300 milhões de dólares em lucros.
  • As acusações incluem lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, com a operação sendo desmantelada pelas autoridades dos Estados Unidos.
  • Durante três anos, os Jensens realizaram 2.881 remessas de petróleo bruto, disfarçando a carga para evitar impostos.
  • O petróleo contrabandeado foi supostamente roubado da Pemex, a estatal mexicana, e importado por pontos de entrada no Texas através da empresa familiar Arroyo Terminals LLC.
  • As autoridades buscam confiscar propriedades da família, incluindo quatro embarcações e um imóvel em Utah avaliado em 9,1 milhões de dólares. Se condenados, os Jensens podem enfrentar até 20 anos de prisão e multas de 2 milhões de dólares.

A família Jensen, de Utah, foi acusada de contrabando de petróleo do México, em parceria com o Jalisco New Generation Cartel (CJNG), acumulando 300 milhões de dólares em lucros. As acusações incluem lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, com a operação sendo desmantelada pelas autoridades dos EUA.

Durante três anos, os Jensens realizaram 2.881 remessas de petróleo bruto, disfarçando a carga como outros produtos para evitar impostos. O patriarca, James Lael Jensen, de 68 anos, e sua família, composta pela esposa Kelly Anne e os filhos Maxwell e Zachary, enfrentam sérias acusações. Os documentos judiciais revelam que o petróleo era declarado como “óleo residual”, violando a Lei de Tarifas.

Operação e Conexões

O petróleo contrabandeado foi supostamente roubado da Pemex, a estatal mexicana, através de furto em dutos. A operação envolvia a importação do produto por pontos de entrada no Texas, utilizando a empresa familiar, Arroyo Terminals LLC, localizada em Rio Hondo. As autoridades identificaram que pelo menos 47 milhões de dólares foram transferidos de contas nos EUA para empresas mexicanas ligadas ao cartel.

O CJNG, classificado como organização terrorista transnacional, recebeu taxas dos Jensens para facilitar o contrabando. O procurador dos EUA, Nicholas J. Ganjei, destacou que o caso exemplifica a abordagem agressiva do governo americano no combate a cartéis, mirando não apenas os traficantes, mas também seus apoiadores.

Consequências Legais

As autoridades buscam confiscar propriedades da família, incluindo quatro embarcações de transporte de petróleo e um luxuoso imóvel em Utah avaliado em 9,1 milhões de dólares. Se condenados, os Jensens podem enfrentar até 20 anos de prisão e multas de 2 milhões de dólares. A situação ilustra a complexidade do tráfico de combustível, que conecta problemas de segurança entre os EUA e o México, refletindo um fenômeno criminal com impactos significativos em ambos os países.

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