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Espanha cancela compra de armamentos de Israel em meio a crise diplomática

Espanha cancela contrato de € 700 milhões com Israel e impõe embargo de armas em resposta à ofensiva em Gaza

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, faz anúncio no Palácio de La Moncloa, em Madri (Foto: Reprodução)
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  • O governo da Espanha cancelou um contrato de quase € 700 milhões para a compra de armamentos israelenses, incluindo lançadores de foguetes.
  • A decisão foi anunciada em 15 de setembro de 2025, em resposta à ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza.
  • O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, já havia proposto um embargo de armas a Israel e a proibição de navios e aeronaves que transportem armamentos para o país.
  • A relação entre Espanha e Israel se deteriorou após o reconhecimento da Palestina pela Espanha em maio de 2024, levando a críticas à política israelense.
  • Protestos em Madri contra a participação de uma equipe israelense na Volta da Espanha refletem a mobilização popular e a crescente tensão diplomática entre os dois países.

O governo da Espanha decidiu cancelar um contrato de quase € 700 milhões (aproximadamente R$ 4,4 bilhões) para a aquisição de armamentos israelenses, incluindo lançadores de foguetes. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 15, em meio a crescentes tensões entre os dois países, após a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, já havia manifestado sua oposição à política israelense, propondo um embargo de armas e a proibição de navios e aeronaves que transportem armamentos com destino a Israel de utilizarem portos e espaço aéreo espanhóis. O contrato cancelado envolvia a compra de 12 sistemas de lançadores de foguetes SILAM, desenvolvidos pela empresa israelense Elbit Systems.

Tensão Diplomática

A relação entre Espanha e Israel se deteriorou desde que o país europeu reconheceu o Estado da Palestina em maio de 2024. Essa decisão levou à retirada do embaixador israelense em Madri e a um aumento nas críticas à atuação de Israel em Gaza. Recentemente, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, acusou o governo espanhol de promover uma “campanha anti-Israel e antissemita”, sugerindo que Sánchez busca desviar a atenção de escândalos internos.

Além do contrato de armamentos, a Espanha já havia cancelado uma compra de munições de uma empresa israelense em abril, após pressão do partido de esquerda Sumar. Desde o início do conflito em Gaza, estima-se que a Espanha tenha firmado 46 contratos com empresas israelenses, totalizando mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões).

Repercussões e Protestos

A decisão de cancelar o contrato de armamentos também reflete a crescente mobilização popular na Espanha. Recentemente, protestos em Madri contra a participação de uma equipe israelense na Volta da Espanha resultaram em interrupções na competição. Sánchez expressou apoio aos manifestantes pacíficos, enquanto condenou a violência ocorrida durante os protestos.

Com a escalada das tensões, a ausência de um embaixador israelense na Espanha e a convocação do cônsul espanhol em Jerusalém indicam um aprofundamento da crise diplomática. O governo espanhol reafirma seu compromisso com a defesa da paz, do direito internacional e dos direitos humanos, rejeitando as acusações de antissemitismo.

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