- O prefeito Ricardo Nunes anunciou um novo projeto de lei para liberar o excesso de barulho em shows autorizados.
- A medida é uma resposta a uma decisão judicial que considerou inconstitucional a isenção de fiscalização do Programa Silêncio Urbano (PSIU) para esses eventos.
- A liminar foi concedida em setembro, após um pedido do Ministério Público, que questionou a falta de participação popular e planejamento técnico na legislação anterior.
- Durante o festival The Town, Nunes destacou a importância dos shows para a economia, afirmando que eles geram empregos e renda.
- Moradores afetados pelo barulho, especialmente nas proximidades do Allianz Parque, formaram uma frente civil contra a poluição sonora, alegando desrespeito a normas constitucionais e ambientais.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou a intenção de enviar um novo projeto de lei à Câmara Municipal que visa liberar o excesso de barulho em shows autorizados. A medida surge após uma decisão judicial que considerou inconstitucional a isenção de fiscalização pelo Programa Silêncio Urbano (PSIU) para esses eventos.
A liminar, proferida no início de setembro, atendeu a um pedido do Ministério Público, que argumentou que a legislação anterior não assegurava a participação popular e não seguia planejamento técnico adequado. O artigo que permitia a isenção estava em vigor desde o final de 2024, inserido de forma controversa em um projeto que tratava de outro tema.
Durante o encerramento do festival The Town, Nunes defendeu a importância dos shows para a economia da cidade. Ele afirmou que a realização de eventos gera empregos e renda, questionando a lógica por trás da fiscalização excessiva. “Tem que parar com esse negócio, essa perseguição com os eventos”, declarou o prefeito.
Moradores de áreas afetadas pelo barulho, como os vizinhos do Allianz Parque, se uniram em uma frente civil contra a poluição sonora. Eles argumentam que a aprovação da lei anterior desrespeitava normas constitucionais e ambientais. A discussão sobre o barulho não foi abordada nas audiências públicas que precederam a aprovação da legislação contestada.
A situação evidencia um conflito entre o desejo de promover eventos culturais e a necessidade de respeitar o sossego dos cidadãos, refletindo um dilema que deve ser cuidadosamente considerado pela administração municipal.
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