- Oito e duas organizações internacionais lançaram a campanha “Stop Trade With Settlements”, pedindo a proibição do comércio com assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados, como Jerusalém Este e Cisjordânia.
- O movimento exige que governos implementem leis para impedir operações em mais de 340 assentamentos, onde vivem cerca de 700 mil colonos israelenses.
- As organizações, incluindo a Oxfam, afirmam que a presença de colonos viola o direito internacional e perpetua a ocupação.
- O governo israelense aprovou planos para construir 22 novos assentamentos na Cisjordânia, aumentando a fragmentação do território palestino.
- Empresas como TUI e Siemens têm laços comerciais com os assentamentos, enquanto a Opodo retirou ofertas de hospedagem em áreas ocupadas após a divulgação do relatório.
Um total de 82 organizações internacionais lançou a campanha Stop Trade With Settlements, pedindo a proibição do comércio com os assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados, como Jerusalém Este e Cisjordânia. O movimento exige que governos adotem leis para impedir que empresas operem em mais de 340 assentamentos, onde residem cerca de 700 mil colonos israelenses.
Essas ONGs, incluindo a Oxfam, afirmam que a presença de colonos infringe o direito internacional e perpetua a ocupação dos territórios palestinos. O relatório destaca a responsabilidade da União Europeia, que é o maior parceiro comercial de Israel, e pede a suspensão do tratado comercial até que o país atenda às exigências de direitos humanos.
Recentemente, o governo israelense aprovou planos para construir 22 novos assentamentos em Cisjordânia, além do projeto E1, que visa conectar grandes assentamentos a Jerusalém, fragmentando ainda mais o território palestino. As organizações criticam a contradição entre as declarações de líderes de países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, que consideram os assentamentos um obstáculo para a paz, mas continuam a fomentar a economia desses locais.
Responsabilidade das Empresas
O relatório menciona empresas como TUI e Siemens, que têm laços comerciais com os assentamentos. Após a divulgação do relatório, a Opodo, uma empresa de viagens, retirou suas ofertas de hospedagem em áreas ocupadas. A situação dos palestinos se deteriorou, com taxas de desemprego e pobreza aumentando drasticamente, afetando 35% e 28% da população, respectivamente.
As organizações que apoiam a campanha afirmam que a interrupção do comércio com os assentamentos é uma necessidade fundamentada no direito internacional. O Tribunal Internacional de Justiça já declarou que os Estados devem evitar relações econômicas com Israel em relação a esses assentamentos, reforçando a urgência da ação internacional.
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