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Justiça dos EUA impede demissão de Lisa Cook por Trump antes da reunião do Fed

Tribunal impede demissão de Lisa Cook pelo presidente Donald Trump antes de reunião do Federal Reserve sobre taxa de juros

Lisa Cook, governadora do Federal Reserve dos EUA, durante a Thomas Laubach Research Conference em Washington, DC (Foto: Reprodução)
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  • Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump não pode demitir a governadora do Federal Reserve, Lisa Cook, antes de uma reunião sobre a taxa de juros.
  • A decisão, tomada em uma votação de 2 a 1, permite que Cook participe do encontro nos dias 16 e 17 de outubro.
  • A corte considerou que as alegações de Trump sobre fraude hipotecária não justificam a demissão e podem violar os direitos de Cook ao devido processo.
  • A administração Trump planeja recorrer da decisão, o que pode prolongar a incerteza sobre a permanência de Cook no cargo.
  • O Senado confirmou Stephen Miran como novo membro do Federal Reserve em meio a pressões para cortes nas taxas de juros.

Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (15) que o presidente Donald Trump não pode demitir a governadora do Federal Reserve, Lisa Cook, antes de uma reunião crucial sobre a taxa de juros. A decisão garante que Cook participe do encontro que ocorre nos dias 16 e 17 de outubro.

A corte, em uma votação de 2 a 1, considerou que a tentativa de demissão de Cook, alegando fraude hipotecária, provavelmente violava seus direitos ao devido processo. A juíza Jia Cobb já havia determinado anteriormente que as alegações de Trump não eram suficientes para justificar a remoção, conforme a legislação que rege o Fed.

A administração Trump havia solicitado uma suspensão emergencial da decisão anterior, mas os juízes do tribunal de apelações entenderam que os argumentos apresentados não atendiam aos requisitos legais para uma demissão imediata. O caso levanta questões sobre a independência do banco central e a possibilidade de interferência política nas decisões monetárias.

Enquanto isso, o Senado confirmou Stephen Miran como novo membro do Fed, em meio a pressões para cortes nas taxas de juros. A expectativa é que o Fed, que enfrenta um mercado de trabalho em desaceleração, reduza as taxas em 0,25 ponto percentual na reunião.

A disputa entre Trump e Cook destaca a tensão entre a Casa Branca e o Fed, que deve operar sem interferências políticas. A senadora Elizabeth Warren elogiou a decisão judicial, considerando-a uma rejeição à tentativa de Trump de influenciar o banco central. A administração Trump planeja recorrer da decisão, o que pode prolongar a incerteza sobre a permanência de Cook no cargo.

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