- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio da Guarda Nacional para Memphis, Tennessee, devido a altos índices de criminalidade.
- A decisão ocorre apesar da oposição do prefeito local, Paul Young, que afirma que a criminalidade já está em queda.
- Trump destacou a criação de uma força-tarefa para combater a criminalidade, mencionando intervenções anteriores em Washington D.C. e Los Angeles.
- O governador do Tennessee, Bill Lee, apoiou a mobilização, enquanto Young defendeu soluções locais para a segurança.
- A ordem executiva envolve a colaboração de treze departamentos e agências federais e pode intensificar a aplicação das leis migratórias.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o envio da Guarda Nacional e de agentes federais para Memphis, Tennessee, em resposta ao que classificou como “níveis tremendos de crimes violentos”. A decisão, que visa reforçar a segurança na cidade, ocorre apesar da oposição do prefeito local, Paul Young, que argumenta que a criminalidade já está em queda.
Trump, ao assinar a ordem executiva, destacou a criação de uma força-tarefa para enfrentar a criminalidade, comparando a ação a intervenções anteriores em Washington D.C. e Los Angeles. O presidente afirmou que a cidade enfrenta uma das maiores taxas de crimes violentos do país, com 2.501 crimes violentos por cada 100 mil habitantes, segundo dados do FBI.
Embora o governador do Tennessee, Bill Lee, tenha apoiado a mobilização, Young expressou sua insatisfação, afirmando que não solicitou a Guarda Nacional e que acredita em soluções locais para a redução da criminalidade. O prefeito lembrou que a última vez que a Guarda foi mobilizada em Memphis foi em 1968, após o assassinato de Martin Luther King Jr..
Controvérsias e Reações
A ordem executiva de Trump envolve a colaboração de 13 departamentos e agências federais, incluindo Justiça e Segurança Interna. Além de apoiar as forças locais, a força-tarefa também poderá intensificar a aplicação das leis migratórias, levantando preocupações sobre possíveis batidas contra estrangeiros.
A decisão de enviar tropas para Memphis se insere em um contexto de controvérsias legais, já que ações semelhantes em outras cidades foram consideradas ilegais por tribunais. A administração Trump já enfrentou processos por intervenções em Los Angeles e Washington D.C., onde o uso de tropas foi contestado.
Trump não descartou a possibilidade de enviar tropas para outras cidades, como Chicago, e afirmou que a cooperação das autoridades locais será fundamental. A situação em Memphis, marcada por um histórico de violência armada, continua a ser uma preocupação, especialmente com mais de 390 homicídios registrados em 2023.
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