- A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ocorrerá em Nova York no dia 23 de setembro.
- O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, revogou vistos de membros da Autoridade Palestina, incluindo o presidente Mahmoud Abbas.
- A medida visa responsabilizar a Autoridade Palestina por ações que os EUA consideram prejudiciais ao processo de paz.
- O governo Trump também considera restringir a delegação brasileira em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão.
- Outros países, como Irã, Sudão e Zimbábue, podem enfrentar restrições semelhantes de vistos, aumentando as tensões diplomáticas.
A uma semana do início da Assembleia-Geral da ONU, o governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, intensifica o uso de vistos como ferramenta política contra países considerados rivais. Entre os alvos estão a Autoridade Palestina, o Irã e o Brasil, com o encontro marcado para o dia 23 de setembro em Nova York.
Recentemente, o governo Trump revogou os vistos de membros da Autoridade Palestina, incluindo o presidente Mahmoud Abbas, impossibilitando sua participação na Assembleia. O Departamento de Estado justificou a medida como uma forma de responsabilizar a Autoridade Palestina por ações que, segundo os EUA, minam o processo de paz. A decisão ocorre em um contexto em que países como Canadá e Reino Unido planejam reconhecer um Estado palestino na ONU.
Tensão com o Brasil
Além da Palestina, o governo Trump considera restringir a delegação brasileira, em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por envolvimento em uma trama golpista. O Itamaraty informou que nem todos os membros da delegação brasileira receberam seus vistos, embora Washington tenha obrigações legais de concedê-los, conforme tratado de 1947 que rege a sede da ONU.
A situação gera preocupações sobre a legalidade das restrições, especialmente em relação à Palestina, que é um Estado observador na ONU. A medida não afeta os diplomatas da missão permanente da Palestina em Nova York, mas representa um endurecimento da postura americana em relação a países que desafiam sua política externa.
Restrições adicionais
Outros países, como Irã, Sudão e Zimbábue, também podem enfrentar restrições de vistos. O governo Trump estuda limitar a movimentação de diplomatas iranianos em Nova York, o que reforça a estratégia de pressão sobre nações que não mantêm relações amistosas com os EUA. A situação atual levanta questões sobre a liberdade de participação em fóruns internacionais e o impacto das decisões políticas na diplomacia global.
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