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Valdemar defende respeito à condenação de Bolsonaro e gera descontentamento entre aliados

Valdemar Costa Neto critica condenação de Jair Bolsonaro e sugere influência do governo atual no STF, podendo apoiar outro candidato em 2026

Foto: Reprodução
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  • Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
  • O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, considerou a condenação exagerada, mas afirmou que deve ser respeitada.
  • Valdemar reconheceu um “planejamento de golpe” e sugeriu que o apoio do governo atual ao STF pode ter influenciado a decisão.
  • Suas declarações geraram reações entre aliados de Bolsonaro, com alguns interpretando como um possível distanciamento político.
  • Valdemar afirmou que continuará ao lado de Bolsonaro e defendeu a união da direita no Congresso para as próximas eleições.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. A decisão, que inclui acusações de organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, foi proferida pela Primeira Turma da corte.

Durante um evento em Itu, São Paulo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, classificou a condenação como exagerada, mas ressaltou a necessidade de respeitar a decisão judicial. Ele reconheceu a existência de um “planejamento de golpe”, embora tenha minimizado a gravidade dos eventos, afirmando que o plano não foi executado. Valdemar sugeriu que o apoio do governo atual ao STF pode ter influenciado o julgamento.

As declarações de Valdemar provocaram reações entre aliados de Bolsonaro, que interpretaram suas palavras como um possível distanciamento político. O deputado federal Paulo Figueiredo criticou a postura de Valdemar, enquanto o ex-ministro Fábio Wajngarten afirmou que não é mais possível permanecer em silêncio sobre a situação. Essa percepção de afastamento pode abrir espaço para o apoio a outros candidatos em 2026, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Valdemar, no entanto, afirmou que continuará ao lado de Bolsonaro e que apoiaria um candidato da família, caso essa seja a escolha do ex-presidente. Ele também defendeu a união da direita no Congresso e a necessidade de conquistar um número significativo de cadeiras nas próximas eleições. O evento em Itu contou com a presença de outros nomes cotados para a presidência em 2026, como os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

A discussão sobre a anistia para os envolvidos na tentativa de golpe também foi abordada, com Valdemar e Gilberto Kassab expressando apoio à medida. A bancada do PSD, no entanto, ainda não definiu uma posição oficial sobre o tema.

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