- A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se reuniu com ministros do Centrão no Palácio do Planalto em 16 de setembro para discutir estratégias contra a urgência do projeto de anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que a proposta será votada em 17 de setembro.
- Gleisi reafirmou a posição do governo contra a anistia, considerando-a imoral e inconstitucional.
- O governo pretende priorizar outras propostas, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e medidas para redução da conta de luz.
- Além da anistia, o governo está atento a uma proposta no Senado que altera o Código Penal para reduzir penas para manifestantes, sem beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se reuniu nesta terça-feira, 16, com ministros do Centrão no Palácio do Planalto para discutir estratégias que visam barrar a urgência do projeto de anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que a proposta será pautada para votação na quarta-feira, 17.
Durante o encontro, Gleisi reafirmou a posição do governo contra a anistia, considerando-a imoral e inconstitucional. “Vamos nos posicionar contra e trabalhar para derrubar o pedido de urgência”, declarou a ministra. O governo busca priorizar outras propostas, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e medidas relacionadas à redução da conta de luz.
A articulação política do governo se intensificou, com Gleisi orientando os ministros a contatar deputados de suas bancadas para convencê-los a rejeitar a urgência do projeto. A expectativa é que a votação seja acirrada, com a oposição contando com mais de 300 votos a favor do requerimento, enquanto os governistas acreditam que podem barrar a proposta.
Desdobramentos e Alternativas
Além da anistia, o governo está atento a outras propostas em discussão no Senado, como uma alteração no Código Penal que visa reduzir penas para manifestantes, sem beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa alternativa é vista como menos polêmica e pode gerar um consenso entre os parlamentares.
A pressão pela anistia continua a ser um tema central nas discussões políticas, com o Centrão demonstrando interesse em explorar alternativas que não envolvam uma anistia ampla. A reunião do Colégio de Líderes agendada para hoje deve definir os próximos passos sobre a urgência da pauta, enquanto o governo se mobiliza para garantir que suas prioridades sejam discutidas em primeiro lugar.
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