- Ilya Yashin, aliado de Alexei Navalny, foi classificado como apátrida pelo Ministério do Interior da Rússia.
- Yashin questiona a legalidade dessa decisão, afirmando que a Constituição não permite a revogação da cidadania para quem nasceu de pais russos.
- Ele reside na Alemanha desde sua libertação em agosto de 2022 e afirmou ter sido privado de sua cidadania russa sem um procedimento claro.
- Advogados de Yashin protocolaram um pedido de esclarecimento no tribunal distrital de Tushino, mas não há confirmação oficial da revogação.
- Além disso, Yashin enfrenta um novo processo relacionado a supostas violações das regras para “agentes estrangeiros” e está na lista de procurados pelas autoridades russas.
Um dos principais aliados de Alexei Navalny, o opositor russo assassinado em fevereiro do ano passado, enfrenta uma nova batalha legal. Ilya Yashin, que foi condenado a oito anos e meio de prisão por divulgar informações sobre a guerra na Ucrânia, foi classificado como apátrida pelo Ministério do Interior da Rússia. Yashin, que reside na Alemanha desde sua libertação em agosto de 2022, questiona a legalidade dessa decisão.
Yashin afirmou em suas redes sociais que foi privado de sua cidadania russa, o que, segundo ele, não é respaldado pela Constituição do país. A legislação russa não prevê a revogação da cidadania para indivíduos nascidos de pais russos, como é o caso dele. “Quem decidiu me privar da cidadania russa que recebi ao nascer? Qual foi o procedimento?”, questionou Yashin, ressaltando a falta de clareza sobre a decisão do governo.
Questões Legais
Advogados de Yashin já protocolaram um pedido de esclarecimento no tribunal distrital de Tushino. A investigadora Darya Kurilova, citada pelo portal Mediazona, afirmou que não há confirmação oficial da revogação da cidadania. “Apenas diz que ele é apátrida. Não posso me referir a isso como um documento oficial”, declarou.
Além da confusão sobre sua cidadania, Yashin enfrenta novos problemas legais. Em dezembro de 2022, um novo processo foi aberto contra ele, relacionado a supostas violações das regras para pessoas classificadas como “agentes estrangeiros”. Atualmente, ele está na lista de procurados pelas autoridades russas, e seu caso continua em andamento na Justiça.
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