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Deputados aprovam PEC da Imunidade com votação secreta na Câmara dos Deputados

A proposta agora aguarda votação no Senado, onde novas discussões sobre transparência e prerrogativas dos parlamentares devem ocorrer

Foto: Reprodução
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  • A Câmara dos Deputados aprovou a PEC 3/2021, conhecida como PEC da Imunidade, em primeiro turno, com 353 votos a favor e 134 contra.
  • A proposta determina que parlamentares só podem ser processados penalmente com autorização da Casa Legislativa.
  • A votação secreta para autorizar processos criminais contra parlamentares foi reintegrada à PEC e aprovada com 314 votos favoráveis e 168 contrários.
  • A emenda também amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos políticos, que poderão ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A proposta segue agora para o Senado Federal, onde novas discussões poderão ocorrer.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira (16) a PEC 3/2021, conhecida como PEC da Imunidade, em primeiro turno, com 353 votos a favor e 134 contra. A proposta estabelece que parlamentares só poderão ser processados penalmente com autorização da Casa Legislativa a que pertencem. A única abstenção registrada foi do deputado Alex Santana (Republicanos-BA).

Votação Secreta Retornada

Após uma manobra regimental, a votação secreta para autorizar processos criminais contra parlamentares foi reintegrada à PEC. Na quarta-feira (17), a proposta foi aprovada com 314 votos favoráveis e 168 contrários. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), justificou que a votação anterior não refletiu a real posição do Plenário, devido à ausência de muitos deputados.

A emenda aprovada também amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos políticos, que poderão ser julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em casos criminais. O relator da PEC, Claudio Cajado (PP-BA), defendeu a necessidade da votação secreta como forma de proteger os parlamentares de pressões externas.

Implicações da Proposta

A nova regra estabelece que prisões em flagrante de parlamentares só serão mantidas se a maioria absoluta da Casa concordar. Além disso, ações de primeira instância contra deputados ou senadores em exercício serão restritas, com o STF sendo o único autorizado a impor medidas cautelares durante o mandato.

A votação secreta será aplicada em duas situações: quando o STF solicitar licença para processar um parlamentar e em casos de prisão em flagrante por crime inafiançável. A decisão deverá ser tomada por voto secreto da maioria absoluta dos membros da respectiva Casa Legislativa.

A proposta agora segue para o Senado Federal, onde novas discussões e possíveis alterações poderão ocorrer. O debate sobre a PEC da Imunidade continua a gerar controvérsias, especialmente em relação ao fortalecimento das prerrogativas dos parlamentares e à transparência nas ações legislativas.

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