- Motoristas das empresas Real Auto Ônibus e Transportes Vila Isabel paralisaram atividades no Rio de Janeiro nesta terça-feira, reivindicando salários e benefícios atrasados.
- A greve afetou 20 linhas de ônibus que conectam a Zona Norte, o Centro e a Zona Sul, incluindo Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.
- O prefeito Eduardo Paes criticou a greve, afirmando que os subsídios estão em dia e prometeu fiscalização rigorosa para as empresas.
- A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) confirmou que os repasses estão regulares e anunciou novas medidas de fiscalização.
- A paralisação foi encerrada após negociações que garantiram o pagamento de férias e vale-alimentação, mas o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será pago em parcelas.
Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, motoristas das empresas Real Auto Ônibus e Transportes Vila Isabel paralisaram suas atividades no Rio de Janeiro, reivindicando salários e benefícios atrasados. O movimento afetou 20 linhas que conectam a Zona Norte, o Centro e a Zona Sul, incluindo áreas como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.
O prefeito Eduardo Paes criticou a greve, chamando-a de “picaretagem” e “palhaçada”. Em um vídeo, ele afirmou que a prefeitura está em dia com os subsídios, que são pagos nos dias 5 e 20 de cada mês. O valor do subsídio, que subiu de R$ 2,55 para R$ 4,08 por quilômetro rodado, totalizou R$ 2,8 bilhões desde maio de 2022. Paes destacou que a gestão do serviço será mais rigorosa, com penalizações para linhas que não cumprirem a quilometragem mínima.
Fiscalização e Gestão
A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) reiterou que os repasses estão regulares. A nova política de fiscalização inclui a instalação de sensores de ar-condicionado em cerca de 2,2 mil ônibus, resultando em R$ 14 milhões não pagos devido ao descumprimento das normas. O sindicato RioÔnibus atribui a situação às dificuldades financeiras do setor, mas Paes argumenta que a “farra” das empresas acabou.
A paralisação foi encerrada após negociações que garantiram o pagamento de férias e vale-alimentação, mas o FGTS será quitado em parcelas. A insatisfação dos motoristas é evidente, com quatro greves ocorrendo desde o final de agosto. O coordenador do Fórum de Mobilidade Urbana, Licínio Machado Rogério, destacou que o sistema de consórcios não está funcionando adequadamente.
Novas Licitações
A prefeitura planeja uma nova licitação para o sistema de transporte, dividindo a cidade em 34 áreas, com o primeiro lote na Zona Oeste previsto para este ano. Além disso, medidas para desapropriar garagens de ônibus estão em andamento, visando melhorar a gestão do transporte público. A expectativa é que a operação se normalize nas próximas horas, mas a tensão entre motoristas e empresas continua.
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