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Esquerda critica falta de proteção do Estado após assassinato de ex-delegado-geral

Ex-delegado foi alvo de emboscada após não receber proteção policial; força-tarefa investiga o caso e já identificou dois suspeitos.

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado que investigou o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande, São Paulo, na noite de ontem.
  • O ataque ocorreu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinha, onde homens armados dispararam contra seu veículo.
  • O assassinato gerou críticas ao governo de Tarcísio de Freitas, que é acusado de não ter garantido proteção ao ex-delegado desde a mudança de governo em 2023.
  • Uma força-tarefa foi criada para investigar o crime, com dois suspeitos já identificados, um deles com histórico criminal por tráfico de drogas.
  • O corpo de Ruy foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, com a presença de autoridades e colegas da segurança pública.

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado que investigou o PCC, foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande, São Paulo, na noite de ontem. O crime ocorreu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinha, onde homens armados atacaram seu veículo. O assassinato gerou críticas ao governo de Tarcísio de Freitas, que é acusado de não ter garantido proteção ao ex-delegado desde a mudança de governo em 2023.

Durante sua carreira, Ruy indiciou líderes do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Em uma entrevista recente, ele afirmou que não recebia proteção e que vivia em meio a integrantes da facção criminosa. “Se eu fosse um policial da ativa, teria estrutura para me defender, hoje não tenho estrutura nenhuma”, disse ele. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) questionou em suas redes sociais a falta de segurança para Ruy, que foi um dos principais combatentes do crime organizado.

Após o crime, uma força-tarefa foi criada pelo governo de São Paulo para investigar o assassinato. Dois suspeitos já foram identificados, e um deles possui histórico criminal por tráfico de drogas. O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, informou que uma ordem de prisão foi emitida contra o primeiro suspeito, que já havia sido preso anteriormente. “Vamos solicitar a prisão temporária dos dois já identificados”, anunciou Derrite.

O corpo de Ruy foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, com a presença de autoridades e colegas da segurança pública. O ministro da Agricultura, Paulo Teixeira, cobrou uma resposta rápida do governo sobre o crime, enfatizando a necessidade de garantir a segurança pública no estado. O clima de tensão e insegurança em São Paulo se intensifica com o assassinato de uma figura tão relevante na luta contra o crime organizado.

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