- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se prepara para discursar na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 23 de setembro.
- As relações entre Brasil e Estados Unidos estão tensas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou novas medidas de retaliação, incluindo possíveis sanções e aumento de tarifas sobre produtos brasileiros.
- Lula abordará temas como soberania e democracia em seu discurso, evitando confrontos diretos com o governo dos EUA.
- Após a Assembleia, Lula participará da Cúpula das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e se reunirá com o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para discursar na 80ª Assembleia Geral da ONU, marcada para 23 de setembro, as relações entre Brasil e Estados Unidos enfrentam um novo capítulo de tensão. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou que novas medidas de retaliação serão reveladas na próxima semana, em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Rubio, que criticou o Judiciário brasileiro, chamou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “juízes ativistas”. Ele insinuou que um magistrado tentou impor “reivindicações extraterritoriais” contra cidadãos americanos. A condenação de Bolsonaro, que gerou um clima de crise diplomática, levou a um aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e à inclusão de Moraes na lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
Retaliações e Expectativas
As novas sanções americanas podem incluir restrições adicionais a vistos e tarifas sobre produtos brasileiros. A expectativa é que essas medidas se concentrem em autoridades brasileiras, especialmente após a suspensão de vistos de sete integrantes do STF. Lula e sua comitiva, que incluem a primeira-dama Rosângela da Silva, têm seus vistos em dia, apesar das incertezas.
O discurso de Lula na ONU abordará temas como soberania e democracia, evitando confrontos diretos com o governo dos EUA. O presidente brasileiro já expressou em artigo que a democracia e a soberania do Brasil não estão em pauta. Além disso, Lula pretende discutir a solução pacífica para o conflito na Ucrânia e convidar países para a COP-30, que ocorrerá em Belém.
Agenda Internacional
Após a Assembleia, Lula participará da Cúpula das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e presidirá um encontro sobre democracia. A agenda de reuniões bilaterais ainda está sendo definida, mas um encontro com o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, já está confirmado. O presidente brasileiro deve conceder uma coletiva de imprensa ao retornar ao Brasil, no dia 24 de setembro.
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