- Os Estados Unidos retiraram a certificação de aliado da Colômbia na luta contra o narcotráfico, uma decisão inédita em 30 anos.
- O presidente da República, Gustavo Petro, anunciou a medida em um conselho de ministros, destacando o aumento da produção de cocaína.
- A certificação é importante para a Colômbia, pois representa cerca de US$ 380 milhões em ajuda americana.
- A Casa Branca citou o cultivo recorde de coca, que alcançou 253 mil hectares em 2023, como motivo principal para a decisão.
- A retirada da certificação pode resultar em cortes na assistência militar e financeira dos EUA, afetando a capacidade da Colômbia de combater cartéis e grupos guerrilheiros.
O governo dos Estados Unidos retirou a certificação de aliado da Colômbia na luta contra o narcotráfico, uma decisão inédita em 30 anos. O presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou a medida em um conselho de ministros, destacando que a Colômbia enfrenta um momento crítico com o aumento da produção de cocaína.
A certificação, que avalia anualmente os esforços antidrogas de países produtores, é crucial para a Colômbia, pois representa cerca de US$ 380 milhões em ajuda americana. A retirada da certificação coloca o país ao lado de Bolívia, Mianmar e Venezuela, que também foram considerados não cooperantes. A Casa Branca citou o aumento recorde no cultivo de coca, que alcançou 253 mil hectares em 2023, como um dos principais motivos para a decisão.
Petro criticou a medida, afirmando que a Colômbia tem enfrentado perdas significativas na luta contra o narcotráfico, com 700 toneladas de cocaína apreendidas e 4.570 laboratórios clandestinos destruídos em 2025. A administração Trump, por sua vez, afirmou que a liderança de Petro não cumpriu as obrigações internacionais de combate às drogas, exacerbando a crise.
Impactos da Decertificação
A retirada da certificação pode resultar em cortes na assistência militar e financeira dos EUA, afetando diretamente a capacidade da Colômbia de combater cartéis como o Clã do Golfo e grupos guerrilheiros como o ELN. A relação entre os dois países se deteriorou, especialmente após as críticas de Petro à política de deportação de migrantes dos EUA.
A Colômbia, que já recebeu mais de US$ 10 bilhões em ajuda americana entre 2000 e 2018, agora enfrenta um cenário de incertezas. A administração Petro busca implementar uma política de “paz total” com grupos armados, mas a crescente influência de gangues e dissidências da FARC complicam a situação.
A decisão dos EUA também pode afetar a confiança mútua entre os países, com a Colômbia alertando que a redução da cooperação beneficiaria apenas os criminosos. O governo colombiano reafirma que continua a realizar esforços significativos no combate ao narcotráfico, apesar das críticas e desafios enfrentados.
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