- Goran Vesic, ex-ministro de Construção, Infraestrutura e Transporte da Sérvia, e mais doze pessoas foram imputados pela responsabilidade no colapso da marquesina da estação de trem de Novi Sad, que resultou em dezesseis mortes em primeiro de novembro.
- As acusações incluem operar a estação sem permissão e negligência na manutenção da estrutura.
- Entre os acusados está a ex-diretora de Ferrovias, Jelena Tanaskovic. A acusação afirma que o prédio foi colocado em funcionamento sem a devida autorização.
- A politóloga Aleksandra Tomanic criticou as imputações, considerando-as insuficientes e tardias, e questionou a confiança no sistema judicial.
- As manifestações em resposta ao acidente se espalharam pelo país, com organizadores exigindo eleições antecipadas, enquanto o primeiro-ministro, Milos Vucevic, renunciou para evitar mais tensões.
Goran Vesic, ex-ministro de Construção, Infraestrutura e Transporte da Sérvia, e mais 12 pessoas foram imputados nesta terça-feira pela responsabilidade no colapso da marquesina da estação de trem de Novi Sad, que resultou em 16 mortes no dia 1 de novembro. As acusações incluem operar a estação sem permissão e negligência na manutenção da estrutura.
Entre os acusados está também a ex-diretora de Ferrovias, Jelena Tanaskovic. A Fiscalia de Novi Sad alega que o prédio foi colocado em funcionamento mesmo com as obras inacabadas e sem a devida autorização. Além disso, os réus são responsabilizados por supostos crimes durante o projeto e a execução da reforma.
A politóloga Aleksandra Tomanic criticou as imputações, afirmando que são insuficientes e tardias. Segundo ela, a confiança no sistema judicial é baixa, especialmente quando muitos manifestantes enfrentam prisão por protestar. O advogado de direitos humanos Milan Antonijevic expressou esperança, mas ressaltou a necessidade de um julgamento justo.
Pressão Política
O jornalista Vojin Radovanovic, do diário Danas, destacou a pressão política sobre os promotores, especialmente do presidente Aleksandar Vucic. Ele questionou quando Vucic será interrogado, já que o governo tem sido acusado de tentar controlar a investigação. Radovanovic observou que, após a prisão de Vesic, o governo rotulou a ação como um “golpe de Estado da fiscalia”.
O professor Dinko Gruhonjic alertou para a dificuldade de condenações firmes contra altos cargos na Sérvia, citando a influência do partido governante no judiciário. Ele afirmou que o acidente expôs a corrupção nas instituições e que, sem um sistema judicial independente, tragédias semelhantes podem ocorrer novamente.
Protestos e Reações
As manifestações, que começaram com o fechamento de universidades, se espalharam pelo país e intensificaram a crise do governo de Vucic. Os organizadores exigem eleições antecipadas, enquanto o primeiro-ministro, Milos Vucevic, renunciou para evitar mais tensões. As acusações de corrupção relacionadas ao acidente envolvem empresas estatais chinesas e somam um prejuízo estimado de 115 milhões de dólares aos cofres públicos.
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