- Sérgio Roberto de Carvalho, ex-policial militar, está sendo julgado na Bélgica por enviar 45 toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa entre 2017 e 2019.
- As audiências começaram em Bruxelas, após sua extradição da Hungria em 2023.
- O caso foi transferido de Bruges para Bruxelas por questões de segurança.
- Carvalho, conhecido como “Pablo Escobar brasileiro”, foi preso em Budapeste em junho de 2022.
- As investigações revelaram que ele organizava o tráfico em parceria com Flor Bressers, que também foi preso.
Acusado de enviar 45 toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa entre 2017 e 2019, o ex-policial militar Sérgio Roberto de Carvalho, de 65 anos, começou a ser julgado em Bruxelas, na Bélgica. As audiências tiveram início nesta segunda-feira, três anos após sua prisão na Hungria.
O caso, que inicialmente seria julgado em Bruges, foi transferido por questões de segurança. Carvalho, conhecido como “Pablo Escobar brasileiro”, foi detido em Budapeste em junho de 2022 e extraditado para a Bélgica no ano seguinte. As investigações revelaram que ele organizava o envio de cocaína em parceria com Flor Bressers, de 39 anos. A rede de tráfico foi descoberta após a cocaína ser encontrada oculta em um carregamento de manganês no porto de Roterdã, em 2020.
As autoridades europeias estimam que, em dez remessas do minério, os traficantes enviaram o equivalente a 15 toneladas de cocaína, totalizando um valor de US$ 220 milhões. A investigação também levou a uma empresa de tratamento de água em Antuérpia, suspeita de ser uma fachada para o tráfico. Bressers, apontado como um dos líderes do esquema, foi preso em Zurique em fevereiro de 2022.
Carvalho já tinha um histórico criminal, com condenações anteriores por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele foi expulso da polícia em 2010 e, na Espanha, viveu sob o nome de Paul Wouter, simulando sua morte por Covid-19 para escapar da justiça. A polícia desconfiou após descobrir que a certidão de óbito era assinada por um esteticista.
Além da Bélgica, Carvalho enfrenta pedidos de extradição de Estados Unidos, Espanha e Brasil. As investigações indicam que Bressers teria lucrado 230 milhões de euros com o esquema, enquanto Carvalho teria faturado 200 milhões.
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